Friday, October 20, 2006

Projeto Folder Dra. Paula Eliza Razuk

Desenvolvomento de folder para a fisioterapeuta Dra. Paula Eliza Razuk

Modelo 01

Capa



Dentro



Modelo 02

Capa



Dentro



Modelo 03

Capa




Dentro


Thursday, October 19, 2006

Projeto UNIKA - Atividade Física e Estética

Reestruturação do logo e desenvolvimento de um novo cartão de vizita

Logo



Cartão de visita

Projeto 3M - Modelo 01

Projeto de desenvolvimento de novo layout para a 3M Magazine

Foi realizado 4 modelos

Modelo 01










Projeto 3M - Modelo 02

Desenvolvimento do novo layout da 3M Magazine

Modelo 02





Projeto 3M - Modelo 03

Desenvolvimento do novo layout da 3M Magazine

Modelo 03





Projeto 3M - Modelo 04

Desenvolvimento do novo layout para a 3M Magazine

Modelo 4





























Projeto Boletim Interno PPG

Desenvolvimento do layout para o boletim interno da PPG

Modelo 01

Capa





Página 2 e 3


Página 4


Modelo 02

Capa


Página 2 e 3


Página 4

i9 Comunicações

Cartão de visita




















Modelos desenvolvidos




















Friday, September 22, 2006

Revista Femme nº05

Bruxas do século XXI

Bruxas modernas que executam a magia das tradições religiosas para o bem

Por Renata Giovanelli

Nada de roupa preta, gato preto, caldeirão, vassouras e chapéus pontudos as bruxas são pessoas comuns, tem trabalhos normais e fazem coisas iguais a todo mundo. Buscam com sua devoção a Deusa (Natureza) um mundo melhor para todos. As bruxas de hoje são doces, serenas e alegres que levam a mensagem de força do feminino. Esse feminino cheio de mistério que esta dentro de cada mulher, é por isso que a maioria que segue essa religião são mulheres.
As bruxas foram perseguidas a vida toda e tornaram-se mal ditas até por suas qualidades. Elas têm o conhecimento e estudam herbologia, astrologia, biologia, hermetismo, horticultura e cultua as forças da natureza e exercita plenamente o atributo feminino da intuição.

Com a casa as bruxas elas foram se escondendo, os rituais ficaram restritos as cerimônias secretas, envoltas em mistérios, fantasia e preconceito e ainda hoje esses encontro são olhados com desconfiança e medo. Há rituais coletivos com roupas especiais e lista de matéria. È uma celebração. Mas as bruxas não precisam de muita coisa para realizar os seus feitiços, já que o que vale é a intenção que colocam em tudo que vão realizar. A bruxaria é a religião da liberdade e da responsabilidade, pois o que se faz para o outro, volta três vezes mais para você.

Apesar de não serem mais perseguidas, as bruxas de hoje preferem a intimidade para reverenciar a Deusa. Elas acreditam em símbolos e amuletos, mexem com energia e é por isso são solitárias, pois precisam de muita introspecção. É na intimidade de suas casas que elas oram, meditam, preparam poções e cuidam do planeta.

Para a professora Mônica Fernandes Lucarelli o interesse pela bruxaria surgiu devido a sua idéia a respeito de religião e da natureza. “Desde menina eu sempre tive idéias muito particulares a respeito de Religião e da Natureza, sempre houve uma conexão que, no meu entender, era sagrada entre as coisas divinas e as coisas, digamos assim, terrenas. Foi muito engraçado quando li o primeiro texto sobre Bruxaria e descobri que existia uma Religião que "pensava" exatamente da mesma forma que eu sentia e pensava o sagrado, foi como um reencontro e daí pra frente não houve maneira de tirar a Bruxaria da minha vida”, revela Mônica, que teve sua auto-iniciação aos 18 anos na tradição Wincca em 1997.

Já para a astróloga, dançarina estudiosa do assunto Magda de Mariolani, o interesse surgiu aos 15 anos. “Sempre tive curiosidade sobre o assunto, e a astrologia veio primeiro e em 1991 teve contato com a dança sagrada e a partir daí não parei mais, resolvi me aprofundar nas mitologias antigas”, conta.

A principal diferença está no olhar de uma Bruxa, na maneira como ela vê as coisas. “Um dia de chuva pra mim é lindo, um presente, se faz sol também, coisas que a maioria das pessoas nem reparam, para nós são presentes sagrados, manifestações da Deusa. Nós olhamos e vemos a Deusa em todas as coisas, lugares e acontecimentos, mesmo os que as pessoas consideram ruins, nós entendemos como sendo à vontade e a expressão Dela”, informa Mônica.

Segundo a professora isso não quer dizer que aceitem tudo passivamente. “Nós lutamos para melhorar as coisas que achamos que não estão bem do jeito que estão porque reconhecemos a divindade em nós, fazemos parte da teia da vida e nossas atitudes fazem vibrar todos os fios, e isso é algo que reflete em nossas atitudes no dia a dia, em todos os momentos”, finaliza.

Paganismo

Segundo os praticantes do paganismo, ele é mal compreendido. “Acredito que o que mais contribui para que seja uma Religião tão mal compreendida seja justamente o fato de não ser cristã, de ser politeísta e panteísta (que reconhece o sagrado na Natureza, animais, pedras, enfim, em todas as coisas). Muitos mitos se criaram e se perpetuaram dizendo que a Bruxaria é coisa do demônio, que pratica rituais de sangue e coisas assim. Muita falta de informação de um lado e muita intolerância de outro”, revela Mônica.

A Bruxaria tem, de fato, conceitos e alguns valores bastante diversos do cristianismo, eles não acreditam no demônio, cultuam a natureza, o sagrado feminino e se preocupam com o bem do planeta e das pessoas. “Essas diferenças resultaram num comportamento profundamente etnocêntrico a respeito da nossa Religião e esse comportamento foi cada vez mais intensificado historicamente, começando pela inquisição e chegando até o ponto em que estamos hoje, em que muitos adolescentes desinformados colocam um pentagrama no pescoço e saem se dizendo Bruxos com a clara intenção de chocar as pessoas”, comenta Mônica.O que faz uma bruxa?

Além de seguir a Roda do Ano, fazem os rituais, feitiços segundo sua Tradição e necessidades, lêem e estudam muito e usam efetivamente o que aprendem sobre as ervas, astrologia, oráculos, etc. A finalidade primordial da Bruxaria é estar em harmonia com a Natureza e com as energias divinas contidas nela. E a melhor forma de alcançar esta harmonia é a observação dos ciclos naturais. É para isso que servem os Esbats - nome de cada uma das reuniões (ou celebrações solitárias) mensais, no primeiro dia da Lua Cheia ou da Lua Nova de cada mês. Nestas datas são celebrados os ciclos lunares; a finalidade básica dos Esbats é a celebração os ciclos da Deusa, em seus três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã (Crescente, cheia e Minguante). Além disso, são épocas propícias para as reuniões, a editação e o estudo e Sabbats - denominação de cada um dos 8 grandes festivais solares que acontecem anualmente e que marcam a Roda do Ano das Bruxas.

As Bruxas tem as atividades mais variadas, muitas se interessam por arte, política, muitas são ativistas dos direitos femininos, dos animais, do ambiente. “Cada uma é única, não há uma regra ou um padrão além de se dedicar a servir a Deusa e praticar sua religião da melhor forma possível”, informa Mônica.

Como funciona

Segundo Magda, na Bruxaria não existem leigos ou fiéis todos os praticantes são iniciados, portanto Sacerdotes e Sacerdotisas, não existe nenhum "mediador" entre os praticantes e a divindade. Eles acreditam e cultuam uma Deusa e um Deus, portanto uma religião voltada para o Sagrado Feminino. Em algumas Tradições, embora reconheçam o Deus, cultuam apenas a Deusa. “É uma Religião muito profunda que requer muito estudo em diversas áreas como ervas, astrologia, oráculos, mitologia, etc”, finaliza.


O SAGRADO FEMININO NOS TEATROS – AS LUNAÇÕES

A busca pela espiritualidade na natureza, pelo divino e sagrado, a “deusa” volta a fornecer as bases da evolução espiritual e sentido da vida para muitas pessoas. O crescente movimento dentro da psicologia transpessoal e junguiana, seja pelos livros de bruxaria, psicologia, romances sobre o assunto, publicações ou até espetáculos de teatro, culto à deusa ganha notória expressão em nossa sociedade.

Após a experiência bem sucedida de “No tempo dos faraós” em 1996, a coreógrafa e dançarina Magda de Mariolani, vislumbrou as possibilidades que uma dança milenar teria nos palcos, criando em 2003 “Lunações, o feminino sagrada”, espetáculo que explora as relações entre a vida na terra e os fenômenos celestes, refletindo a antiga ligação que os pagãos tinham com as fases lunares. “Lunação é o espaço decorrente entre uma lua nova e a lua nova seguinte. Em cultos pagãos, essa medida de tempo revelava o próprio fluir da vida”, revela Magda.

Curiosidades

Origem da palavra

Bruxa em inglês é "witch", palavra derivada de "wicce" (aquele que sabe) e "wikken" (adivinhar). Elas eram conhecidas pela sua sabedoria em curar doenças, em realizar partos e seu conhecimento nas ervas. Só entre os séculos 13 e 19 é que elas passaram a ser consideradas maldosas e foram duramente perseguidas na Europa.

Na década de 1940, elas voltaram a se reunir e fundaram uma religião chamada Wicca, ou "religião das bruxas", que existe até hoje.

Dia das Bruxas

Comemorado há mais de dois mil anos o "Dia das Bruxas", nasceu entre os celtas, um povo que vivia na França, na Irlanda e na Escócia. Eles acreditavam que demônios, espíritos dos mortos e bruxas ficavam vagando na noite da virada de ano, que no calendário celta é comemorado no dia 31 de outubro para dia 1º de novembro.

A palavra “Halloween” tem a sua origem na igreja católica e vem da frase “All Hallows Eve” que significa Dia de Todos os Santos, uma reverência aos santos mortos.Ao longo do tempo, o medo que esse dia causava foi sendo esquecido e transformou-se numa brincadeira para as crianças. A tradição foi levada para os Estados Unidos por imigrantes irlandeses e popularizou-se no final do século XIX, quando as crianças passaram a sair às ruas batendo de porta em porta e dizer “tricks or treats” (travessuras ou doçuras).

A origem

As pessoas nativas ao longo da Europa acreditavam em espíritos ou deuses, normalmente associados com a Terra, Sol, e Lua, e eles viam as suas vidas e as vidas dos deuses como possuidoras de um padrão cíclico, seguindo o ciclo anual de estações. A parte final é típica dos povos nativos está em todos os lugares. Enquanto o povo vivia pela agricultura, caça e coleta, o conhecimento dos processos cíclicos tornou possível o controle das forças sazonais da Natureza. Assim, o desenvolvimento de uma religião na qual as estações eram reconhecidas e celebradas é bastante compreensível.

A maioria do conhecimento sobre bruxaria européia vem dos escritos de conquistadores cristãos e padres. Foram os cristãos que primeiramente deram o nome a pratica de ‘magia’ como ‘bruxaria’. Os cristãos suprimiram a religião nativa, em parte, adotando muitos dos seus rituais e costumes.

Considerando que a maioria das pessoas não sabiam e nem podiam ler e nem escrever, estas tradições orais passadas de geração em geração era o único meio para manter o conhecimento vivo. Sem registros escritos, sabe-se muito pouco destas tradições antigas. Os registros são distorcidos, tendo sido escritos por padres da Inquisição ou sidos tomados dos registros das Inquisições.

Os antropólogos supõem que as culturas primitivas dos tempos modernos têm uma semelhança de transcurso às culturas mortas do passado, e quase tudo tem alguma forma de bruxaria ou magia.

Revista Femme nº04

Show de Vitalidade

A idade é uma mera cotijuvante na história de vida dessas mulheres

Por Renata Giovanelli

Elas estudaram, trabalharam, casaram, criaram filhos e tiveram direito à aposentadoria. Cada uma a seu modo vivenciou o mundo e sobreviveu a ele. Fecharam um ciclo da vida e iniciaram outro, com uma vitalidade de impressionar.

E para homenagear essa parte da população que cresce a cada ano, foi estabelecido em 1999 pela Comissão do Senado Federal o dia nacional do idoso (27/09). Que hoje são 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000.

O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população - em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões (2,1%).

A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que no início da década de 1990. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas, representando 13% do total, e a esperança de vida, há 70,3 anos.

E para mostrar que a idade nem sempre representa alguma coisa, diferentes mulheres falam a Femme sobre as mudanças e de como aproveitar a vida.

Aos 76 anos de idade, Lourdes Torniziello Pansani faz tudo aquilo que tem vontade. “Antes eu não tinha tempo pra nada, cuidava da casa dos seis filhos, agora tenho tempo pra mim, e vou em busca daquilo que gosto de fazer”, conta.

Lourdes não para de enriquecer o seu currículo, a ultima investida foi no curso de informática. “Comecei por curiosidade, mas gostei de mexer no computador, tenho que estar atualizada, acompanhar a modernização”, fala.

Para a irmã de Lourdes, Maria Antonieta Torniziello Carvalho de 67 anos, a musica sempre foi um sonho e por isso começou a tocar cavaquinho. “Sempre tive paixão pela musica, mas antes não tinha tempo já que cuidar da família era prioridade, e agora posso me dedicar às aulas musica”, revela.

Atividades que antes não faziam parte da rotina, agora passou a ser uma grande gratificação para Maria Dalva Seco Pinheiro de 65 anos. Ela está engajada em trabalhos voluntários. “Nunca pensei que minha agenda estaria cheia, agora dedico o meu tempo para cuidar de mim e das pessoas mais necessitadas, por isso uma vez por semana faço visitas no asilo e na favela, para ver como anda as coisas”, informa.

As três fazem parte do mesmo ciclo de amizades e sempre estão fazendo excursões, vagens e reuniões. “Temos mais tempo para cultivar e aproveitar as amizades”, diz Maria Dalva. “Damos boas risadas quando estamos juntas”, fala Lourdes. “É uma época que você aprende a aproveitar mais a vida”, comenta Maria Antonieta.

O esporte

Todas buscaram uma modalidade esportiva para praticar e manter uma saúde impecável. E foi o que fez Doralice Vieira de Lima Gomes de 53 anos. Hoje Dorinha (como é conhecida) faz parte do grupo de vôlei da 3ª idade de Campinas, a Fênix. “Nunca tinha pensado em jogar vôlei, mas um amigo falou e fui conhecer e estou aqui há cinco anos”, revela.

A equipe treina todas as terças e quintas das 8:00h as 10:00h. “Se fico uma semana sem vir sinto falta”, diz Dorinha que tem disposição pra dar e vender, já que além do vôlei ela faz dança de salão, tango, basquete e musculação. “Não gosto de ficar parada, sempre fui muito ativa e agora que tenho tempo de me cuidar, pratico esporte que é o que meda prazer”, completa.

Segundo a técnica, Adriana Gérmen de Lima Montagner, fazem parte do grupo 35 pessoas entre mulheres e homens acima dos 50 anos. Todo ano eles participam do Campeonato da Cidade de Campinas, além do regional. “Esse ano fomos classificados para os jogos abertos”, informa.

Realização de um sonho

Para comemorar o seu 60º aniversário, Maria Madalena Fiorin Thomeo saltou de pára-quedas. “Era um sonho antigo, sempre quis estar nas alturas, como aeromoça, piloto, mas a vida me levou pra outro caminho e tive que esperar”, conta.

A família já havia sido avisada, mas ninguém pensava que ela teria coragem. “Desde meus 59 anos, vinha falando que iria saltar, mas ninguém levou a serio, convidei algumas amigas e falaram que ia, mas quando marquei o salto todas deram desculpas”, revela. Foi ai que ela teve a idéia de enviar um e-mail para a apresentadora Ana Maria Braga, do Mais Você da rede Globo de televisão. “Achei que não ia dar certo, mas no fim ela leu o meu e-mail e se interessou tanto que mandou a equipe dela me acompanhar no dia”.

A aventura contagio Maria Madalena que pretende fazer o curso para saltar sozinha da próxima vez. “E para comemorar os meus 70 anos vou querer participar de uma formação no céu”, finaliza.

A emoção de estar nas alturas se tornou exemplo para muitas pessoas. “Depois que foi ao ar na TV o meu salto recebi muitos e-mails, falando que eu era um exemplo, que incentivei e passei esperança para algumas pessoas, fiquei muito feliz com isso. Mostrei que independente da idade tudo que agente quer agente pode”, finaliza Maria Madalena.

Eles são importantes

A importância dos idosos para o País não se resume à sua crescente participação no total da população. Boa parte dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas.

Por isso uma das preocupações dos especialistas que lidam com a terceira idade é criar opções para maiores de 60 anos.

O Estatuto

Em 1º de outubro de 2003, foi criado o Estatuto do Idoso perante a Lei n° 10.741, onde o idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição de remédios aos idosos, principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses. Os planos de saúde não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério da idade.

Os maiores de 65 anos têm direito ao transporte coletivo público gratuito. A carteira de identidade é o comprovante exigido.

Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Quem discriminar o idoso pode ser condenado e a pena varia de seis meses a um ano de reclusão, além de multa. Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e lazer.

Revista Femme nº03

Reposição Hormonal


Renata Giovanelli

Quando a mulher pára de menstruar, seu organismo deixa de produzir os hormônios femininos chamados estrogênio e progesterona. Isso causa diversas alterações e reações físicas e emocionais, como calor, pouca lubrificação vaginal, enfraquecimento dos ossos, aumento da quantidade de colesterol no sangue, concentração de gordura na região abdominal, alteração de humor e irritação.

Embora a faixa de idade varie de acordo com as características de cada mulher, a menopausa ocorre geralmente após os 42 anos e apenas é estabelecida quando a mulher deixa de menstruar durante um período contínuo de um ano. Durante esses 12 meses de transição, a mulher passa pelo chamado climatério, que é a fase onde a produção de hormônios começa a diminuir.

A polêmica

Para reduzir os efeitos da menopausa, especialistas começaram a desenvolver diferentes terapias de reposição hormonal, baseadas na prescrição de hormônios sintéticos que substituem a progesterona e o estrogênio.

Mas embora a reposição hormonal esteja ganhando cada vez mais adeptas, pesquisadores também alertam para os riscos desta terapia. Em abril 2002, por exemplo, foi publicado um estudo feito com mais de 16 mil mulheres, entre 50 e 79 anos, pela Women's Health Iniciative (EUA), mostrando que a combinação de remédios utilizados na reposição hormonal aumentam consideravelmente as incidências de derrame (41%), ataques cardíacos (29%) e câncer de mama (26%) nas mulheres que utilizam o tratamento. “Essa pesquisa alertou a classe médica. Mas ela veio para ajudar e mostrar que não é toda mulher que pode fazer a reposição hormonal e que o tratamento é individualizado”, explica o ginecologista Dr. Roberto César Forte.

Indicação do tratamento

Para saber se a mulher pode fazer a reposição hormonal, o médico ginecologista, além do exame clínico e análise da mamografia, pede à paciente que faça um exame de sangue para verificação de sua dosagem de hormônio, além de verificar os sintomas. A partir desses dados, indicará o tratamento mais adequado de reposição hormonal. “Primeiro é preciso avaliar a massa óssea da paciente para verificar sua tendência à osteoporose; depois, considerar seus anseios e metas de vida que poderão ser prejudicados pela privação de estrogênio, se tem ou não atividade sexual e, finalmente, se tem ou não útero. Esses dados ajudam a balizar a necessidade de reposição hormonal e, caso ela exista, se devemos combinar estrogênio com progesterona ou só administrar estrogênio”, revela Dr. Roberto.

Na opção de realizar o tratamento, ele pode ser feito de diferentes formas: via oral, por adesivos grudados na pele ou até por spray nasal. E conforme explicado pelo médico, os resultados variam de paciente para paciente.

A recepcionista Rosana Maria Vera Santos aprova o tratamento e garante que nunca teve problemas com a reposição hormonal. “Já tomo há seis anos os comprimidos, e me sinto ótima, jamais tive nenhum tipo de problema com os hormonais sintéticos”, afirma ela, que freqüentemente faz o acompanhamento médico.

Porém, Dr. Forte lembra que, quando a mulher não tem útero, a reposição hormonal pode ser feita somente com o estrogênio. “Não é necessária a combinação dos dois hormônios, já que a mulher não possui mais o útero. Essa terapia não foi condenada pelo estudo americano, que foi realizado com uma dose e hormônios específicos”, informa o ginecologista.

A dona de casa Matilde Vicente Pinto, que há 12 anos teve que retirar o útero e os ovários, começou a fazer a reposição hormonal pelo adesivo, mas não se sentia bem. “Tinha insônia, agitação e vivia com dores de cabeça. Sem falar que desenvolvi uma alergia no local do adesivo e tive que suspender seu uso”, revela. Mesmo assim, Matilde trocou de método e começou a tomar os comprimidos, que não atrapalharam no bem-estar, mas interferiram em outro aspecto. “Com o comprimido passei a me sentir bem, mas meu cabelo começou a cair e a médica decidiu suspender o tratamento imediatamente”, conta a dona-de-casa, que hoje aprendeu a conviver com os sintomas da menopausa.

Antecedentes

Pra quem já teve caso de câncer na família, principalmente o de mama, a reposição hormonal é contra-indicada. “Uma paciente de alto risco para câncer de mama não pode receber a reposição hormonal clássica. Por isso, existem outros meios de diminuir os sintomas da menopausa. Acredito que será desenvolvida uma terapia de reposição hormonal direcionada a receptores específicos e com menores efeitos colaterais. Ela visará prevenir o desconforto causado pelos sintomas da menopausa e dará proteção contra algumas doenças, como o câncer de mama, por exemplo”, informa Dr. Roberto.

Soja

Muitas mulheres que faziam reposição hormonal, quando tomaram conhecimento do estudo americano, suspenderam o tratamento e optaram pelo uso de estrógenos naturais derivados da soja. Mas ainda não há estudos comprovando que os estrógenos naturais, ou isoflavonas, não possam provocar os efeitos colaterais produzidos pelo estrógeno medicamentoso.

Foi o que ocorreu com a técnica de enfermagem Maria Isidora Flaibam, que fazia reposição hormonal antes de saber da pesquisa e depois por opção própria resolveu parar com o tratamento. “Fiquei com medo, a reposição é uma faca de dois gumes. Resolvi suspender a reposição e conviver com os efeitos da menopausa”, diz.

O estilo de vida também contribui para minimizar os efeitos do climatério. “Sabemos que as mulheres orientais ingerem soja diariamente e têm uma menopausa mais tranqüila, com menos sintomas desagradáveis e menor incidência de câncer de mama. No entanto, é preciso registrar que elas recebem outro tipo de orientação religiosa e psíquica”, ressalta Dr. Roberto.

Segundo ele, a prática de esportes pode ajudar a minimizar os efeitos da menopausa, principalmente os esportes aeróbicos de impacto, como o andar “trotando” (quase uma corridinha), porque favorecem o aumento da massa óssea e ajudam a melhorar a auto-estima. Deve-se reduzir a ingestão de calorias e aumentar a de frutas, legumes e cálcio visando a reposição adequada de massa óssea. “Recomendo também que as mulheres participem de movimentos sociais e alarguem seu círculo de relacionamentos. São mudanças simples no estilo de vida que podem beneficiar quem não quer fazer a reposição hormonal com remédios”, finaliza.


Thursday, September 21, 2006

Revista Femme nº02

Marketing Pessoal,
Você é o seu produto!


Por Renata Giovanelli

Em época de acirrada competição e escassos empregos, encontram-se disponíveis no mercado inúmeros profissionais com grande capacitação técnica, fluência em vários idiomas, cursos de especialização e MBA’s. Com isso, as empresas ficam na difícil situação de decidir qual profissional escolher. E é aí que entra o marketing pessoal, aquela famosa “diferença”.

Hoje em dia, a imagem de uma pessoa é seu maior patrimônio. Ela abre portas e torna você conhecida e famosa. Não é de um dia para o outro que se constrói e consolida uma imagem vencedora e idônea. São necessários anos de desenvolvimento, bom desempenho e sociabilidade para ser uma pessoa bem vista e aceita. No entanto, não basta viver de aparências e ficar só no marketing, é preciso ter conteúdo de qualidade e ser autêntico e verdadeiro.

O grande desafio do marketing é criar marcas fortes que vão ao encontro das necessidades e desejos dos consumidores e, por essa via, possam aspirar uma vida longa. Se assim acontece com os produtos e os serviços, da mesma forma acontece com as pessoas.

De acordo com a consultora Regina Aparecida Assim Antunes, marketing é toda ação que gera uma possibilidade de venda e marketing pessoal é toda ação que possibilita a uma pessoa atingir o sucesso. É uma ferramenta estratégica essencial no processo de se conduzir com sucesso uma marca pessoal no mundo atual em que vivemos. “Quando há dois candidatos para uma vaga, aquele que melhor vender a sua imagem consegue o emprego, por isso é bom estar preparado”, comenta Regina, que leciona marketing pessoal no Senac de Campinas e faz parte da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da PUC-Campinas. Ela reforça que na dose certa e de forma planejada, é possível criar e desenvolver uma imagem coerente e consistente que dê visibilidade necessária para que uma pessoa se transforme em uma referência no seu ambiente.

O sucesso

Existem pessoas que nasceram fadadas ao sucesso e vendem sua imagem como ninguém, e aquelas que são competentes, sem serem reconhecidas. Isso ocorre porque não basta mostrar competência, mas também "vender" a sua imagem. “Não basta que você seja bom, é preciso que muitas pessoas saibam que você é bom. Divulgar a sua imagem é fazer o marketing pessoal. Quem não é visto, raramente é lembrado. Mas não basta ser visto. É preciso que as pessoas vejam você de maneira a gravarem a sua imagem na memória de uma maneira simpática, agradável e duradoura”, revela Regina.

De acordo com a especialista, o marketing pessoal não é só uma capa externa, ele está sustentado em três pilares: aparência bem-cuidada, comportamento correto e habilidade de relacionamento interpessoal. “Assim como acontece com qualquer outro produto, o profissional precisa se expor no mercado. Nessa competição, as chances de sucesso ficam com aqueles que, além de bem-preparados na área em que atuam, sabem expor sua habilidade, talento e competência”, avalia a consultora.

Em todo processo de desenvolvimento pessoal é importante preservar as características pessoais, evitando a busca de ser aquilo que não somos. O primeiro passo é construir uma auto-imagem positiva e otimista. As pessoas esquivam-se daqueles que estão sempre mal humorados ou torcendo para tudo dar errado. Demonstre iniciativa, persistência e motivação em tudo que faz. “Para melhor vender o seu talento e a sua capacidade, o profissional terá muito mais facilidades e portas abertas cuidando de sua apresentação pessoal. O importante é não se esquecer, entretanto, de que a imagem nunca substituirá o conteúdo. Sem ele, nenhum profissional se sustenta na empresa”, comenta Regina.

Ter uma rede de amigos é outro ponto que a consultora considera ser importante.“Encontre pessoas, converse com as pessoas. Faça contato, onde quer que vá e seja lá o que estiver fazendo. Todas as pessoas são importantes ou um dia serão importantes. Trate todos com educação”, diz Regina. Além disso, ela afirma que o bom senso é uma qualidade na apresentação pessoal e, como nas estratégias do marketing tradicional, todo produto necessita de uma boa embalagem. “A aparência vale muito, pois a primeira impressão é a que fica. A pessoa elegante é bem vista e bem lembrada. Portanto, cuide da sua comunicação, leia bastante para estar sempre bem informado e não esqueça de sua aparência. Saber um pouco de etiqueta só vai favorecer e não descuide de sua apresentação pessoal, pois você é o seu cartão de visitas”, diz.

Outro ponto importante para quem quer ser eficaz no marketing pessoal é o conhecimento da dimensão humana e seu aprimoramento pessoal. “Para realizar um marketing pessoal gratificante é necessário saber utilizar, de forma coerente e consistente, as novas tecnologias, a mídia e o marketing como ferramentas estratégicas, valorizando a imagem que se pretende transmitir. Ele promove o autoconhecimento, ajudando assim o desenvolvimento da auto-imagem e a auto-estima”, revela a psicóloga e professora da PUC-Campinas Rita Maria Manjaterra Khater.

Segundo ela, o profissional deve construir uma marca pessoal no universo onde atua, sendo essa a sua principal ferramenta para se posicionar diante dos desafios. “A primeira coisa a fazer é saber se você gosta daquilo que faz, e do ambiente em que se encontra”, aconselha. “O marketing pessoal não é apenas divulgar uma melhor imagem de nós mesmos, mas sim nos tornarmos pessoas melhores. Reconhecermos nossas deficiências e investirmos fortemente em nossas qualidades. É um trabalho essencial tanto na vida pessoal como profissional, pois gera um equilíbrio na vida da pessoa”, conta a psicóloga.

As Mulheres

No caso específico das mulheres, é possível dizer que nós estamos nos mostrando cada vez mais bem-sucedidas. Nos dias de hoje, a construção do sucesso da mulher está marcada pelo marketing pessoal de cada uma, seja no ambiente familiar ou profissional. “É isso que une cada vez mais a sociedade e são as nossas metas, pois ao contrário do homem, a mulher se dedica de corpo e alma aos objetivos porque quer provar a si mesma sua capacidade de realização pessoal em seu ambiente”, revela a diretora de Marketing, Comunicação e Eventos da Metrocamp, a professora Sílvia Coelho.

Estudos nos quatro cantos do mundo mostram que as mulheres são naturalmente mais aptas a trabalhar em grupo e tendem a colaborar com mais afinco para a produção de resultados coletivos. Mas numa era da sociedade de informação e da sociedade de conhecimento, a discriminação sexual ainda é uma forte barreira. “Parece-me indiscutível que, nas próximas décadas, as ações da mulher nas decisões, sejam profissionais ou pessoais, se dirigirão fortemente para a formação pessoal e a melhoria da qualidade de vida aliada à independência econômica. Um exemplo é a presidente da HP, Carly Fiorina, que é a única mulher na lista dos 25 executivos mais poderosos do planeta”, informa Sílvia.

Um aspecto a ser salientado é o perfil dos próximos anos do profissional homem e mulher: Senso crítico, criativo e curioso, domínio de tecnologias e comunicação, trabalho em equipe, equilíbrio pessoal, flexibilidade e organização de tempo. Nesse sentido, o marketing pessoal é uma marca individual, reconhecida por um talento que tem um significado, através da credibilidade de seu trabalho, registrado através de habilidades e competências adquiridas por diversos fatores.

As mulheres são a força motriz mais vital do capitalismo. Elas possuem maior equilíbrio e por isso estão definitivamente superando barreiras. “Hoje isso é uma realidade que estamos sentindo no Brasil e no mundo com muita tranqüilidade. De qualquer forma tenho como lema na minha vida ou no meu marketing pessoal, o trabalho balizado pelo amor e pela lealdade”, finaliza a diretora.

Revista Femme nº01

Multifuncionais

A jornada feminina não é fácil. É preciso ter muito “jeitinho” pra driblar a correria do dia-a-dia. Veja como essas mulheres conseguiram conciliar a família feliz com uma carreira de sucesso!


Por Renata Giovanelli

Mulher filha, mulher esposa, mulher mãe, mulher profissional. Seja qual for a atuação, o esforço é inevitável. E não é fácil. Durante décadas a mulher foi exclusivamente “a rainha do lar”, onde dedicava a sua vida ao trabalho doméstico, educação dos filhos e os cuidados com o marido. Os tempos mudaram. A mulher moderna passa maior parte do seu tempo fora de casa e, mesmo assim, consegue administrar seu lar a longa distância. Quando o “sexo frágil” decidiu sair às ruas em busca da igualdade, sabiam que para conseguir seu espaço no mercado de trabalho teriam de percorrer um longo caminho e romper muitas barreiras. A primeira foi a do preconceito.

Pesquisas mostram que a participação da mulher no mercado é um número em constante crescimento. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada da Universidade de São Paulo (IPEA/USP), as mulheres já são 38% do total de médicos, 36% dos advogados, juízes e promotores e mais da metade (53,5%) dos arquitetos do país. As trabalhadoras ganharam espaço até mesmo nos redutos mais masculinos, como as linhas de montagem de montadoras, metalúrgicas e indústrias químicas. Entre 1985 e 1997, a presença das mulheres neste setor cresceu 1,3% ao ano. Já nos cargos de chefia, só nos últimos dois anos aumentou em 30% o número de mulheres atuantes, com destaque nas áreas de gerência de marketing, setores administrativos, recursos humanos e telemarketing. Além disso, nos anos 90, a proporção de mulheres entre os brasileiros com trabalho nos seis principais centros urbanos aumentou de 38,04% para 40,88%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, só no ano passado, 67 mil mulheres entraram no mercado de trabalho, o que representa um acréscimo de 9,6% à População Economicamente Ativa (PEA).

Razão e Sensibilidade

Trabalhar com uma mulher pode ter muitas vantagens. Elas são mais intuitivas, procuram manter relações interpessoais com seus subordinados e quando estão no comando sabem usar a palavra certa, no momento certo. As pesquisas de liderança mostram que elas já superam os resultados obtidos pelos homens no mundo dos negócios, pois têm mais habilidade de lidar com sistemas onde não existem hierarquias, numa época em que organizações horizontalizadas se tornam cada vez mais comuns.

Esse mundo é retratado cada vez mais nos nossos dias. Prova disso é o recente sucesso do seriado norte-americano "Sexy and The City" e de livros no estilo "Bridget Jones". Todos mostram mulheres que alcançaram sucesso profissional, tornando-se brilhantes executivas, mas que, no entanto, ainda sonham em encontrar o príncipe encantado.

Esse é um dos sonhos da cirurgiã plástica Dr. Kátia Haranaka, de 37 anos, que, dona de conceituada carreira e sucesso, espera encontrar sua alma gêmea. Com uma cartela de 12 mil pacientes - que inclui a amiga pessoal Elba Ramalho e muitas primeiras-damas da região - a médica, que atende cerca de 100 pessoas por dia, sente dificuldade de encontrar um parceiro que aceite seu ritmo de vida. “Absolutamente todos os meus compromissos são agendados, inclusive sair para namorar, e muitos homens não sabem lidar com esse destaque profissional ou a minha independência. Mesmo assim, ainda espero encontrar esse companheiro”, conta. Famosa não só em Campinas, mas como por todo o Brasil, a cirurgiã divide a correria de sua vida profissional com as duas filhas, de 06 e 08 anos de idade. “No começo não foi fácil, mas o tempo foi ficando cada vez mais curto e tive que me adaptar com a rotina de só vê-las no período da noite. Todos os dias elas me esperam pra gente poder conversar”, revela.

Persistência e Compreensão

Abrir uma empresa não é nada fácil e exige uma dedicação ilimitada, capaz de deixar, temporariamente, a família em segundo plano. Foi exatamente o que aconteceu com a empresária Geisa Dulce Costa, de 44 anos. Há oito anos ela e o marido montaram a empresa Ledluz, hoje umas das mais conceituadas empresas de iluminação de ambiente em Campinas. “Meu marido trabalhava na área há 24 anos e havia perdido o emprego, então resolvemos juntar forças. Eu nunca tinha trabalhado fora antes, foi uma mudança bem grande na minha vida”, conta.

Apesar de não ter curso superior, Geisa conta que não foi difícil aprender a comandar a empresa, e hoje é a diretora financeira. “Meu marido ficou com a parte das compras e eu com as contas, mas não foi fácil, no começo tive que abrir mão de muitas coisas, já que trabalhava 14 horas por dia, sem finais de semana e nem feriados”, lembra.

A empresária garante que mesmo com o volume grande trabalho, sua maior dificuldade foi ter que deixar a filha mais nova, na época com 10 anos, em casa. “Ela estava acostumada comigo e de repente eu não podia mais estar presente 24 horas. Ela teve que se acostumar a me dividir com a empresa e me machucou muito, mas aquele esforço era necessário para construir uma nova vida”.

Dedicação e Equilíbrio

Afastar-se dos filhos também é a principal preocupação da doutora Lara Andréa Crivelaro Bezzon que, aos 35 anos, tem três filhos, um de 06 e dois meninos, gêmeos, de 03 anos de idade. “O difícil é conciliar a família, os filhos e a carreira. É o que venho tentando, o que me ajuda bastante é saber que posso contar com o meu marido”, confessa.

Dr. Lara é formada em Ciências Sociais pela Unicamp, e realizou Mestrado e Doutorado em Sociologia. Entre 1992 e 1995, ela participou de pesquisas desenvolvidas pelo CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e NUPES (Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior) na USP, período em que Lara pôde trabalhar com a Dra. Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso (1994-2000). “Foi muito gratificante trabalhar com ela. Pude acompanhar sua transformação em primeira dama do país e fiz dela meu grande exemplo de mulher que concilia compromissos profissionais e família”, conta.

Apaixonada por pesquisas e estudos, Lara assumiu, em 2001, a coordenação do curso de Publicidade e Propaganda na UNIP de Campinas, e desde 2002 é Coordenadora Geral da Pós-Graduação da Metrocamp, em Campinas. “A mulher tem uma sensibilidade tão grande que é capaz de assumir uma vida cheia de correria e problemas sem afetar o carinho e a satisfação de ser mãe e esposa. É disso que as empresas precisam, é disso que todos precisam”, finaliza.

Thursday, November 03, 2005

Tomodati Magazine Edição nº14

Cosplays
Pessoas que se vestem com a roupa de seu personagem de anime, manga, comics, filmes e etc, preferidos

Por Renata Giovanelli


Essa “brincadeira” surgiu nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970 com os fãs de Guerra nas estrelas e Jornada nas estrelas, embora as fantasias existam muito antes disso, em festas tradicionais, e principalmente no Halloween. Até mesmo na corrida de São Silvestre, realizada desde 1925 nas ruas de São Paulo, existem as pessoas que se divertem com suas fantasias, tanto que há uma categoria especial para esses corredores.

No contexto de anime e mangá apareceu apenas no evento japones Comiket , o primeiro grande evento do Japão direcionado a anime e mangá, ainda nos anos 80. Inspirado pelas convenções americanas, Nobuyuki Takahashi (um dos fundadores do evento) escrevia matérias incentivando os fãs japoneses a fazer o mesmo com seus animes preferidos.

Depois em 1983, surgia o primeiro grupo de cosplayers, que representaram personagens do anime Urusei Yatsura. No Brasil esse hobbie surgiu há mais de 10 anos após a explosão de Cavaleiros do Zodíaco e foi se popularizar de vez em 1997 durante o primeiro Mangacon.
Devido a grande popularidade, surgiu a Liga Brasileira de Cosplay (LBC) que é uma assessoria sem fins lucrativos que visa o aprimoramento e apoio às empresas que promovem eventos de anime/mangá, comics, RPG, games e afins, além de representa e ajuda os cosplayers.

O que é?

Cosplay significa ao pé da letra "costume play", que traduzido ficaria "fantasiar-se". É um hobby difundido por todo o mundo, e com crescimento constante no Brasil. Não existe idade mínima ou máxima para se fazer um cosplay. Normalmente a maior preocupação é em traduzir semelhanças físicas e psicológicas, da forma mais real possível.

Segundo o coordenador geral do Anime Friends David Denis Lobão, cosplay para algumas pessoas é apenas vestir a fantasia de algum personagem,mas para outras é muito mais do que isso. “Para ser um cosplay não basta apenas vestir uma roupa, mas encarar o personagem”, enfatiza.

Normalmente as pessoas usam nos encontros de fãs as fantasias para passear com os amigos entre o resto do público. “Destes 25% costumam se apresentar no palco em um dos concursos de cosplay”, informa David Lobão.

Eles se reúnem em eventos de cultura pop, no Brasil ganhou popularidade nos de anime e manga onde ocorrem concursos divididos em categorias como individual e grupo. Alguns proíbem personagens não nipônicos de concorrer, outros liberam, cada evento tem suas regras e sua forma de premiação. Além dos concursos de cosplay ocorrem outras atrações como concurso de animekê (karaokê de musicas de animes e games), quiz e outras atividades.

Os concursos

O concurso é um das muitas atrações dos eventos (Anime Fantasy, Ressaca Friends, Anime Dreams, Anime Friends), que atrai muitos espectadores. “Todos os dias mais de quatro mil pessoas assistem pelo menos um dos concursos do evento, que são: Desfile (onde só a qualidade e dificuldade da roupa contam ponto e é só individual misto), Livre (onde só a criatividade, seja da roupa ou da apresentação, contam pontos e é dividido em individual misto e grupo) e Tradicional (onde a fidelidade da roupa e do personagem contam pontos, dividido em individual masculino, individual feminino e grupo)”, revela David Lobão.A ultima edição do Anime Friends, que possui o maior concurso do Brasil, somando seus quatro dias foram mais mil pessoas se apresentando. A edição contou com show internacional, o Oscar da Dublagem e ainda a final do Circuito Cosplay, um concurso onde o que vale é a soma dos pontos de todas as apresentações que os cosplayers já fizeram nos eventos da Yamato de São Paulo no período de um ano, que são: Anime Fantasy, Ressaca Friends, Anime Dreams, Anime Friends. Esses eventos ocorrem ao longo de um ano. No término desse ano, o cosplayer que obtiver o maior número de pontos ganha. “Este ano foi a roteirista Petra Leão, que se consagrou a grande vencedora do evento, levando uma moto de prêmio pra casa”, fala a representante da LBC de Campinas, Cristiane Lameira.

A paixão

Para David Lobão, que já esta há quatro anos quando fez seu primeiro cosplay, um vampiro do filme Um Drink no Inferno para divulgar o DVD de Vampire Princess Miyu do Estúdio Gabia, o envolvimento só aumenta. “No inicio eram roupas simples que eu comprava em camelos do centro como regatas e calças depois foram ficando mais completas, então minha mãe passou a costurar pra mim. Virei um cosplayer de vez, indo fantasiado em muitos eventos e participando de vários grupos e eventos, ganhando como melhor grupo tradicional do Animecon 2005. Hoje em dia sou até o coordenador do Anime Friends e Anime Dreams, trabalhando diretamente com a organização do concurso destes eventos”, conta.

E não foi diferente para Cristiane Lameira que já conhecia o hobbie, mas teve contato direto em 2002 no Animecon e foi paixão a primeira vista. “Me apaixonei e a partir daí comecei a fazer vários projetos. E em janeiro de 2003, fui ao Anime Festival como Lara Croft (Tomb Raider)”, diz.

Hoje Cristiane é Coordenadora do Circuito Cosplay da Yamato e por isso não participa dos concursos, mas nem por isso deixou a paixão de lado. “Tenho duas personagens favoritas, a Arashi Kishu (X-1999) e a Rei Ayanami (Evangelion), ambas eu já fiz cosplay. Mas tenho várias outras personagens. Ao todo tenho 14 cosplays. Virar o personagem vestir roupas diferentes, usar acessórios, maquiagens, é muito gostoso, você pode "deixar de ser quem você" é e viver uma fantasia”, comenta.

Hobby Caro

A transformação em um cosplay pode não sair barato. Depende do tipo de roupa e acessórios alguns chegam a desembolsar mil reais em suas fantasias. “Eu tenho um amigo que já ganhou vários concursos e suas roupas não passaram do custo total de R$ 30,00, agora conheço outras pessoas que já gastaram mais de R$ 1.000,00 entre tecidos, lentes de contato, perucas, etc. O cosplayer tem que ser criativo. Ele busca os mais variados tecidos, materiais, para confeccionar de melhor forma sua roupa”, revela Cristiane Lameira.

Preconceito

Apesar de ter uma legião de fãns ainda ocorre um certo preconceito em relação aos cosplays. A falta de informação é um dos aliados para esses amantes de anime/manga. Segundo Cristine muitos não levam a serio porque acham que é coisa de criança, mas ao contrário do que se pode imaginar, grande parte dessas pessoas é maior de idade, estuda e trabalha. Além disso eles tem sua vida própria, com objetivos como qualquer pessoa. “Muitos acham que cosplay e anime é coisa de criança, assim como muita gente acha que Harry Potter é bruxaria. Se as pessoas realmente soubessem o que é, veriam que não tem nada de mal, muito pelo contrário, não conheço uma pessoa que não tenha se divertido de forma saudável fazendo um cosplay”, finaliza.

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SHOYU

Conhecido há pelo menos 2.246 anos, o molho de soja vai muito além dos sushis e sashimis

Por Renata Giovanelli


O molho de soja é um líquido escuro obtido da fermentação de soja com trigo ou outro cereal que contenha amido. De sabor salgado, com um característico e agradável aroma de extratos de carne, o shoyu é usado como flavorizante (intensificador de sabor e aroma dos alimentos) ou componente nutritivo em muitos países orientais - como Japão, Coréia, Cingapura, China, Tailândia, Filipinas, Indonésia e Malásia - para substituir o sal.

História

A idéia partiu dos chineses, que desenvolveram um molho rudimentar chamado de “Hishio”, feito à base de grãos mofados, para preservar os alimentos durante o transporte. Embora a soja seja cultivada na China há pelo menos 3.500 anos, seu molho é uma invenção mais recente. Surgiu entre 1.134 a.C e 246 a.C, durante a dinastia Zhou.

No século 13, enquanto estudava na China, um monge zen japonês entrou em contato com esses hábitos e, de volta ao Japão, disseminou a técnica de fermentar grãos com sal. A partir daí o Japão desenvolveu seu próprio molho shoyu. A pasta sólida deu origem a dois produtos: o líquido (shoyu) e o sólido (missô). Mas foi só no final do século 16 que o condimento passou a ser produzido em larga escala e comercializado, e que também recebeu o nome de shoyu. “O molho passou a ser feito com grãos de soja combinados aos de trigo, milho ou feijão (que suavizam seu sabor e conferem paladar levemente adocicado), água e sal. Seu principal segredo, desde o início, consiste na fermentação, processo que leva no mínimo seis meses e passa por diferentes etapas”, conta o vice-presidente da Indústria Agrícola Tozan Ltda, Sr. Hideyuki Ozaki, em entrevista à Tomodati Magazine.

Mas engana-se quem imagina que o shoyu só chegou ao ocidente recentemente. No século 17, os holandeses descobriram os encantos do molho escuro e o levou para a Europa, chamando-o de "soy". Os hábitos do uso cotidiano do molho de soja foram trazidos ao Brasil pelos imigrantes japoneses durante os primeiros anos do século 20. O produto era basicamente fabricado por cada família em sua própria casa. Durante a década de 1940 é que começou a industrialização do produto. “O hábito de usar shoyu na cozinha é passado de geração para geração, e a cada mudança é incorporado de maneiras diferentes”, revela a dona-de-casa Kimiko Toma, que freqüentemente utiliza o molho em sua comida.

Até 1970 o molho de soja shoyu era um produto utilizado predominantemente pelos orientais. Com o boom da culinária japonesa no mundo e também nos grandes centros brasileiros, o molho foi ganhando espaço. “Tanto o molho de soja shoyu como o missô, ganharam espaço no mercado de consumo como alternativas para tempero de saladas e outros pratos típicos da culinária brasileira”, informa o diretor industrial da Sakura Nakaya Alimentos, Paulo Takahashi.

Tipos de molho

De acordo com as produtoras, existem basicamente dois tipos de fabricação do molho de soja. Os que são produzidos por meio de fermentação natural e os que são produzidos pelo processo de hidrólise ácida da soja. Os molhos de soja de fermentação natural são produzidos a partir da soja e outro cereal e levam mais de seis meses para completar todo o ciclo de fermentação. O resultado é um produto harmonioso, com aroma e sabor característicos e importantes propriedades nutritivas.

Já aqueles produzidos por meio de hidrólise da soja são fabricados em processos cuja quebra das cadeias de proteínas se faz artificialmente, pela presença de um ácido, sob determinadas condições de pressão e temperatura.

Produção

A tecnologia de fermentação de molho de soja, como de outras fermentações tradicionais, foi primeiramente uma arte familiar guardada a sete chaves. Atualmente, os importantes passos não são mais segredo, mas os delicados ainda são informações confidenciais.

Mesmo onde o método de fermentação ainda é usado, hidrolisados (composto que reage com a água) de soja são acrescentados ao produto fermentado como intensificadores de sabor. Assim, o molho de soja é feito pela fermentação da soja, cereais (geralmente trigo) e sal com uma mistura de bolores, leveduras e bactérias. A fermentação é essencialmente um processo de hidrólise enzimática de proteínas, carboidratos e outros constituintes da soja e trigo para peptídeos, aminoácidos, açucares, álcool e outros.

Os países orientais são os maiores produtores do molho de soja, sendo o Japão considerado o líder em termos de número de produtores, consumo do produto e utilização da mais avançada tecnologia. De acordo com a Japan Agricultural Standard (JAS), existem cinco tipos de molho de soja, cada qual subdividido em três graduações (especial, superior e padrão), dependendo da avaliação analítica e organoléptica
- das propriedades que possuem os corpos de impressionar os sentidos - são eles: Koikuchi, Usukuchi, Tamari, Shiro e Saishikomi. “O segredo para se fazer um bom shoyu é sempre levar em consideração os seguintes sentidos humanos: paladar, olfato e a visão”, revela Ozaki.

No Brasil, o molho passou por uma adaptação para agradar o paladar tanto dos orientais como dos brasileiros. “No molho shoyu brasileiro, foram feitas adaptações no sabor, na textura e na cor para agradar o paladar tanto do consumidor oriental - residente no Brasil e já acostumado ao molho de soja - quanto os consumidores brasileiros em geral”, diz Paulo Takahashi.

Uso

O molho é mais utilizado na cozinha como tempero, mas segundo Kimiko Toma também pode ter outras funções, como a de dar cor aos alimentos. “Uso direto o shoyu, no molho de tomate de macarrão, para dar mais cor, além de, claro, realçar o sabor”, revela Kimiko.

Segundo o Sr. Hideyuki Ozaki, o brasileiro ainda não tem o costume de utilizar o shoyu habitualmente, mas ele pode substituir o sal na maioria dos pratos brasileiros. “Na Fazenda Tozan testamos muitas receitas com arroz carreteiro, feijão tropeiro, diversas carnes para churrasco e até sobremesas”, revela o nikkey.

Tomodati Magazine Edição nº13

Imigração nas telas

Gaijin 2 e a novela Haru e Natsu são o retrato da integração de duas culturas

Por Renata Giovanelli


A imigração japonesa ao Brasil começou em 1908, com a chegada do navio Kasato-Maru, em 1908. Na época, o governo italiano havia proibido a emigração de seus cidadãos ao Brasil, então, as fazendas de café do Brasil estavam enfrentando problemas de falta de mão-de-obra. Além disso, conforme o acordo de cavalheiros efetuado, em 1907, com os Estados Unidos, tornou-se difícil a entrada de japoneses a esse país. Esses motivos fizeram com que os japoneses viessem ao Brasil. Tanto Tizuka Yamasaki em seu novo filme Gaijin – Ama-me Como Sou como a novela Haru e Natsu – As cartas que não chegaram falam da imigração e das diferenças culturais e sua integração.

O filme

Gaijin – Ama-me como sou, que levou quatro Kikitos nas principais categorias no 33º Festival de Gramado (filme, diretor, atriz coadjuvante - Aya Ono e música de Egberto Gismonti) é fruto de cinco anos de luta. Sua diretora e produtora, Tizuka Yamasaki - assim como muito dos personagens que criou - acredita na integração das culturas brasileira e japonesa e tem esperanças de viver num país que assimila estas diferenças. Seus dois filmes são fruto desta crença. Mais uma vez ela reuniu uma equipe de alto nível que obteve um orçamento raro de se conseguir no cinema brasileiro, mais de 10 mil reais, um elenco com atores internacionais e construiu uma cidade cenográfica especialmente para o filme, entre outros feitos.

Tizuka mostra os quase cem anos da chegada do primeiro navio trazendo japoneses para trabalharem nos cafezais de São Paulo e a integração cultural entre os dois povos. No novo longa, são os descendentes destes trabalhadores rurais que voltam para o Japão para fazer riqueza - continuando a idéia da construção de um futuro melhor para ambos os povos. A produção narra a saga de quatro gerações de mulheres: Titoe, Shinobu, Maria e Yoko (enfocando o período de 1908 a 2005).

A novela

A trama, que estreou no dia 02 de outubro conta a história de duas irmãs, Haru e Natsu, que se separam quando a família decide mudar-se para o Brasil e uma delas fica no Japão. As meninas tentam se comunicar por meio de cartas, que se perdem no caminho. Crescendo separadas, em culturas completamente diferentes, Haru e Natsu só vão se reencontrar 70 anos depois.

A novela foi produzida especialmente para comemorar os 80 anos da NHK (Nippon Housou Kyoukai), a maior e mais tradicional emissora de televisão do Japão. A produção contou com 23 atores, 800 figurantes brasileiros e cerca de 120 pessoas divididas entre produção e equipe de arte. Quem participou da gravação garante que foi uma experiência inesquecível. “Tive a oportunidade de conhecer como funciona os bastidores de uma produção de teletramartugia”, fala o aposentado, Roberto Takahashi, que fez parte da equipe como figurante.

Cerca de 40% da novela foi gravado no Brasil, principalmente na fazenda Monte D’Este, da agrícola Tozan de Campinas. Um set de filmagens - que inclui a construção de barracos de madeira, hortas para o cultivo de algodão, um ofurô e uma casa de madeira ao estilo da época - foi construído no local para abrigar as gravações.

Exibição em Campinas

No dia 12 de novembro vai ocorrer uma exibição especial do primeiro capítulo da novela Haru e Natsu – as cartas que não chegaram e um documentário, no Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas. Segundo o presidente, Tadayoshi Hanada, a exibição estava prevista para ocorrer no Teatro Castro Mendes, mas acabou não dando certo. “A idéia inicial era no teatro devido ao espaço, mas estamos montando em parceria com a Sony um telão de ultima geração aqui o que promete ser um grande evento”, revela.

A exibição conta com a parceria do Nipo de Campinas, da NHK e a Sony. “Todos estão convidados para o evento, mas devido ao espaço limitado faremos reservas e o ingresso será trocado por um quilo de alimento não perecível”, informa Hanada.
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Sakura

Delicadeza e perfeição são as características da flor símbolo do Japão, que marca o inicio da primavera

Por Renata Giovanelli


A estação do ano mais esperada pelos japoneses é a primavera, que começa em março no Japão e em setembro no Brasil. Com o início da primavera, as paisagens brancas e frias cedem espaço a um mar de flores rosadas que proporcionam um dos maiores espetáculos da natureza no arquipélago. As sakuras começam a desabrochar nas árvores no sul do Japão, em Okinawa, e vão em direção ao norte, até Hokkaido. “O fenômeno, que dura dois meses e se “move” como uma onda, é chamado de sakura zansen e significa, literalmente, linha de frente das cerejeiras”, conta a professora de nihongo, Emiko Banno.

As lendas

A tradição em torno da flor nacional símbolo do Japão está calcada em lendas e crenças. Sakura é uma modificação do nome sakuya, proveniente da princesa Kono-hana-sakuya-hime, a qual os japoneses veneravam no topo do Monte Fuji. Acredita-se que a princesa tenha caído dos céus sobre uma cerejeira.

Outro aspecto de forte significado do sakura é sua ligação com os samurais. No período feudal, a vida desses guerreiros era comparada à efemeridade da flor de cerejeira, que dura pouco tempo nos galhos das arvores. “Ela é muito apreciada pelos japoneses, pela beleza e pela fragilidade”, explica Emiko.

Hanami

Apreciadores das flores de cerejeiras não faltam. Eles se reúnem em grupos e passam horas observando as belas paisagens que a primavera traz. A prática ganhou até nome: Hanami. O hábito já tem mais de dez séculos e exige a dedicação dos participantes, já que, em cada região, o espetáculo só dura duas semanas.

O costume do Hanami vem de muito tempo. Durante a Era Heian (794 -1185), a festividade era reservada à aristocracia, que se reunia para escrever poemas e cantar sob as cerejeiras. Elas foram e ainda são tema de canções e danças japonesas. A popularização aconteceu somente durante a Era Edo (1688 -1704) e, desde então, tornou-se uma tradição para a maioria dos japoneses. “Nessa época, as pessoas reuniam-se sob as cerejeiras para comer, beber e dançar”, conta Emiko.

Hoje, países como o Brasil e Estados Unidos também realizam o Hanami graças à iniciativa japonesa de, no início do século 20, distribuir mudas da árvore para diversas nações como prova de amizade. Mais de três mil pés foram levados para os Estados Unidos e podem ser vistos nos jardins da Casa Branca. Com isso a cerejeira virou símbolo de fraternidade.

Segundo o aposentado Takeshi Minazaki, no Brasil isso pode serpercebido em São Paulo que tem uma maior concentração da cerejeira. “No bairro de Itaquera, em São Paulo, tem bastante, é muito bonito, e fica bem parecido com os parques no Japão, onde fica tudo cor-de-rosa”, revela Takeshi, que tem uma arvore em sua casa.

Recado sutil


Antigamente, a sakura era considerada símbolo do amor. Quando as mulheres enfeitavam os cabelos com um galho de sakura ou decoravam o quintal de casa com as flores, mostravam que estavam em busca de um amor. Nas peças do teatro kabuki, o cenário do bairro das gueixas é freqüentemente ilustrado pelas flores de cerejeiras para representar a alegria dessa região de entretenimento. Segundo Emiko, a flor também tem uma simbologia negativa: um galho quebrado de cerejeira também pode significar a aproximação da morte. “Acredita-se o que sakura é a ligação entre o mundo dos vivos e dos mortos, e que a alma dos mortos é absorvida pelas árvores das cerejeiras”, finaliza.

Tomodati Magazine Edição nº12

Golfe
Um esporte pouco conhecido pela maioria, mas que a cada ano conquista mais adeptos

Por Renata Giovanelli


A origem desse esporte tem várias versões. Uma das mais prováveis é que os escoceses o tenham criado por volta de 1.400 uma vez que foram eles em 1457, a mando do rei James II, a proibir a prática do golfe, por considerá-lo um divertimento que afetava os interesses do país, devido à dedicação e ao tempo que o esporte exigia.

O golfe no Brasil

A chegada do esporte ao Brasil ocorreu de forma curiosa. No final do século XIX, engenheiros ingleses e escoceses que construíam a Estrada de Ferro São Paulo – Jundiaí, a São Paulo Railway, convenceram monges beneditinos a ceder parte do terreno do Mosteiro de São Bento para a construção do primeiro campo de golfe do país, na região atualmente situada entre a Estação da Luz e o rio Tietê.

A expansão da cidade em direção ao rio obrigou a transferência do campo que foi estabelecido definitivamente em 1915, na região de Santo Amaro, com o nome de São Paulo Golf Club.

Em Campinas o esporte chegou em 1958, com a fundação do Clube de Golfe de Campinas. De lá para cá, ao longo destas quatro décadas, os brasileiros começaram a conhecer melhor o golfe e se interessar pela prática.

Segundo a Confederação Brasileira de Golfe (CBG), o golfe nunca esteve melhor. Hoje são 20 mil golfistas, sendo que em 2000, eram cinco mil em todo o País. No Estado de São Paulo são 10 mil praticantes, 6.500 só na Capital. Existem ainda 105 campos de golfe no Brasil, 77 filiados e o restante particular ou de condomínio. “A tendência para este ano é de um crescimento de cerca de 12% em número de novos jogadores”, diz o presidente da CBG em entrevista a Tomodati Magazine, Álvaro Almeida.

Além dos campeonatos tradicionais como o Campeonato Amador de Golfe do Brasil que é um dos mais disputados eventos do esporte no país, a CBG está na 2ª edição do circuito “Conheça o Brasil Jogando Golfe”. “E para o próximo ano está sendo preparado o 1o. Congresso do Golfe Brasileiro, que contará, em seu encerramento, com uma grande publicação tanto com as conclusões do Congresso, como com um anuário de 2005”, acrescenta Álvaro.

A paixão pelo esporte

O jogador profissional Leonardo Sacramento Yoshikawa de 26 anos, começou a praticar o esporte quando criança. Hoje é um dos poucos profissionais do Brasil autorizados a dar aula de golfe com grau superior.

O atleta conta que apesar da evolução o esporte ainda não está 100%. “No Brasil temos poucos torneios, e aí não temos ritmo de jogo. Os valores dos prêmios são baixos se comparados a outros Paises. Espero que com o crescimento eminente do golfe isso venha a melhorar nos próximos anos”, conta Leonardo.

Para Edson e Dulce Yashikawa, pais de Leonardo, no começo não eram fã do esporte. “Na realidade sempre joguei voleibol e o Edison futebol. Sempre pensamos que golfe era para velhos e queríamos praticar esporte para jovens e hoje nossa família vive para o golfe como esporte, o que nos deixa muito unidos”, finaliza Dulce.
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Menopausa japonesa


Orientais sofrem menos com os efeitos do climatério dos que as mulheres ocidentais

Por Renata Giovanelli


Quando a palavra menopausa é citada, logo é associada à idéia de ondas de calor e outros sintomas debilitantes, como se fossemos perder o viço e a feminilidade pelo simples fato de não menstruar mais.

Em algumas sociedades a juventude e a fertilidade são mais valorizadas e quando a mulher entra na menopausa passa a se sentir vazia e improdutiva, por isso a menopausa representa o medo de envelhecer e a sensação de inutilidade.

O que é


Menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre a última menstruação. A fase que segue depois da menopausa é chamada de pós-menopausa. Já o climatério é o período de tempo em que a mulher passa pela transição da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério. No climatério, há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.

Os sintomas mais comuns do climatério são: ondas de calor (fogachos), principalmente no colo e no rosto; suor noturno; secura vaginal; diminuição da libido; variação de humor; intolerância; ansiedade e depressão. “Todas as mulheres passam por esta fase, assim como passaram pela adolescência. O que varia é a intensidade dos sintomas em cada uma delas”, diz o médico ginecologista Dr. Roberto César Forte.

Nas orientais

Esses sintomas acometem aproximadamente 80% das mulheres ocidentais, enquanto que nas orientais fica por volta dos 20%. “O que explica essa diferença são os fatores culturais e ambientais como, por exemplo, alimentação a base de soja explica parte dessa ausência de sintomas assim como as estatísticas em que as japonesas aparecem com risco de desenvolver câncer de mama quatro vezes menor ao das mulheres ocidentais”, revela Dr. Roberto.

Segundo pesquisadoras canadenses que fizeram uma pesquisa entre 1983 e 1984 e entrevistaram mais de 1.400 mulheres, apenas 15% das japonesas registram algum tipo de desconforto com essa fase de transição. Elas observaram, por exemplo, de que a experiência melhor ou pior dessa fase da vida depende, e muito, da personalidade de cada uma e seu estado de espírito. Mas as características da cultura japonesa exercem uma grande influência sobre a vivência que suas mulheres têm do konenki shogai, o termo usado no país para menopausa. A experiência de sintomas é tão baixa que a maioria das japonesas não distingue entre os efeitos característicos do konenki shogai, como dores de cabeça e nas juntas, inchaço dos ombros e zumbido no ouvido, de outros típicos do envelhecimento como a perda da visão e o embranquecimento dos cabelos.

Quando acontece

Embora a faixa de idade varie de acordo com as características de cada mulher, segundo o médico ginecologista a menopausa natural ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos e apenas é estabelecida quando a mulher deixa de mestruar durante um período contínuo de um ano. “Fatores como o stress, a depressão, a exposição a certos produtos tóxicos como cigarros e álcool podem antecipar a chegada da menopausa”, informa Dr. Roberto.

Os desconfortos da menopausa são causados pelos esforços que o organismo faz para se adaptar às oscilações dos níveis hormonais que, muitas vezes, são fortemente acentuados pelo estilo de vida e alimentação das pessoas. “Um tratamento eficaz para minimizar a maioria dos sintomas da menopausa é a soja que é rica em fitoestrogênios, substância presente em outros vegetais, com ação igual ao estrogênio”, revela o médico.

O tratamento

O tratamento do climatério não é obrigatório, mas sim uma opção. “O tratamento depende de cada paciente e de como ela está se sentindo, já que umas sofrem mais do que outras, por isso tem que ser individualizado” finaliza Dr. Roberto.

Curiosidade - no Japão não existe uma palavra para designar as ondas de calor, popularmente chamadas no Ocidente de fogachos.
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Cultura através da culinária

O empresário e culinarista Roberto Moriya trás novo conceito para culinária oriental

Por Renata Giovanelli


Ao longo de seus 50 anos, Roberto Moriya desenvolveu um hobby: a culinária japonesa. Há anos o empresário vem se aperfeiçoando, participando de cursos avançados e praticando os conhecimentos em seus restaurantes, o Yaki-Ten e a Yakisoba-Ya.

Hoje, como empresário do segmento de culinária oriental, decidiu ministrar cursos envolvendo a cultura japonesa para difundir seus conhecimentos, não só entre a comunidade nikkey, mas também entre os não descendentes, visando à popularização da culinária. “Quero passar para as pessoas o conhecimento que adquiri, é e claro aprender cada vez mais através delas”, afirma Moriya.

O seu objetivo é preservar a cultura nipônica em uma atmosfera oriental e ao mesmo tempo contemporânea. Para a viabilizar e realizar o seu sonho, Roberto conta com o apoio da Indústria Agrícola Tozan LTDA, Bom Peixe e Fênix distribuidora de produtos orientais.

O curso

O curso básico de sushi e sashimi teve inicio em dezembro de 2004 e já contou com a participação de mais de 200 pessoas. “O curso é para os amantes de culinária, por isso temos um publico bem misto, que vai dos 20 aos 50 anos de idade”, revela Moriya.

Além do curso, desde julho Roberto vem ensinando receitas através do programa de televisão que vai ao ar todo sábado na Rede Família. “Como o tempo é curto, o programa é bem compacto e nele ensino o publico a fazer receitas rápidas, diferente das aulas no restaurante que visa ensinar o cuidado na hora de escolher os alimentos, o modo de preparo do prato é por ultimo como deve servir, já que a apresentação é muito importante”, informa.

Quem quiser participar da gravação é só entrar no site
www.yaki-ten.com.br e se cadastrar. Os convidados além de aprender poderão degustar o prato ao final do programa.

A idéia do curso de culinária começou com a vontade do culinarista, Roberto Moriya em quebrar o estigma de que “comida japonesa é comida crua”. “Com ele posso mostrar a minha cultura oriental e ensinar que temos uma variedade muito grande de pratos quentes e frios”, diz.

Visando a ampliação do curso, Roberto está desenvolvendo no restaurante e eventos Yaki-Ten, uma cozinha experimental, onde ensinara pratos quentes além do tradicional sushi e sashimi e com esse espaço cada aluno poderá desenvolver e inovar a cada receita dada.

Os restaurantes

Tendo sempre grande preocupação com a higiene e a qualidade dos alimentos, o Yaki-Ten procura utilizar alimentos naturais e com menos produtos químicos. O Yakisoba-Ya também apresenta esse diferencial. “Nosso organismo sofre muito com a poluição, o stress, a correria. Os alimentos devem ser uma fonte de energia saudável ao nosso corpo, e o investimento pode ser feito em cima dos produtos orgânicos, como um presente para nós mesmos”, afirma Moryia.

Esse tipo de cuidado fez com que um grupo de alunos do curso de Engenharia de Alimentos da Unicamp estudasse o funcionamento do Yaki-Ten. O trabalho fala sobre a preparação dos pratos e os cuidados desde a escolha dos alimentos, o que garante uma alimentação mais equilibrada e saudável, além dos benefícios para o organismo humano. A escolha emocionou o proprietário. “A tese é o reconhecimento que obtive depois de tanta dedicação ao trabalho que venho realizando. Estou muito feliz e agradeço a oportunidade de poder falar sobre a importância de uma alimentação saudável”, conta. “Esse restaurante é a realização de um sonho e as coisas têm dado muito certo e tenho como base um tripé, o restaurante, os eventos que organizamos e por fim o curso, os três são a base desse sucesso”, comemora Moriya.

Serviço:
Restaurante Yaki-Ten
Rua Professor Atílio Martini (1ª direita após o Mc Donalds), nº192, Barão Geraldo, Campinas.
Mais Informações: (19) 3289-5122.
www.yaki-ten.com.br

Tomodati Magazine edição nº11

Rumo aos Abertos do Interior de Botucatu
Pelo quinto ano consecutivo, Campinas é vice no 49º Jogos Regionais, em Araras

Por Renata Giovanelli

A equipe de Campinas conquistou o segundo lugar no 49º Jogos Regionais, realizado na cidade de Araras, entre os dias 04 a 17 de julho. O primeiro lugar ficou com a cidade de Americana pela diferença de apenas 16 pontos (266 a 240). A 3ª colocada foi Paulínia, com 220 pontos. Os dois primeiros lugares de cada modalidade estão automaticamente classificados para os Jogos Abertos do Interior de Botucatu, que será realizado em outubro. Com isso, a campanha da delegação campineira nos Regionais fez com que 17 equipes garantissem vaga para os Jogos de Botucatu. “Já esperávamos uma boa colocação nos Regionais. Nossa expectativa agora é estar entre as 20 primeiras colocações”, conta o assistente de chefia da delegação campineira, Sergio Luis Giacomello.


Nikkeys

Os representantes nikkeys também deixaram sua marca nos Jogos Regionais. O destaque principal ficou com a bicampeã paraolímpica Fabiana Sugimori, da equipe Tênis Clube/Loterias/Caixa/Medley/Speedo, que conquistou ouro nas duas categorias que participou (50m e 100m livres). “As duas provas foram tranqüilas”, disse Fabiana, em entrevista para a Tomodati Magazine. A nikkey, que está se preparando para os Jogos Pan-Americanos de Cegos - que será realizado em setembro na cidade de São Paulo - vem treinando em ritmo acelerado para buscar mais uma conquista. “Estou classificada para os Jogos Abertos de Botucatu, mas não sei se poderei participar, por conta de outros campeonatos que irei disputar e dos meus treinos focados no Pan-Americano dos cegos”, confessa. Desde 2000 quando participou pela primeira vez dos Regionais, Fabiana Sugimori sempre conquistou o espaço mais alto do pódio.

Outros nomes nikkeys apareceram na lista dos atletas que representaram Campinas nos Jogos. Na natação, Denise Miwa Kijamra ficou com o oitavo lugar na prova dos 100m borboleta e Mariana Murayama do judô conseguiu a quinta colocação na categoria médio (70Kg). Além disso, os nadadores paraolímpicos de Campinas mantiveram a hegemonia e garantiram nove medalhas de ouro. A deficiente física Caroline Wernek e o atleta cego André Meneghetti, da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), por exemplo, conquistaram três ouros (50m e 100m livres e 50m costas, respectivamente).

Coletivos e Individuais

No futebol, os rapazes e as meninas do Guarani garantiram o título nas categorias masculino Sub-21 e feminino livre (sem limite de idade). O ouro também veio para os jogadores da Wizard/Campinas e as garotas do vôlei, ambos na categoria livre. Já o basquete feminino (Seleção Campineira) e o masculino (Regatas) perderam na final e ficaram com a prata. Quem também ficou com a 2ª colocação foram os atletas bugrinos do futsal.

Nos esportes individuais, a equipe do Regatas na ginástica rítmica desportiva (GRD) e olímpica (GO) abocanharam o ouro. A equipe feminina de atletismo da Orcampi/Unimed confirmou o favoritismo e ficou em 1º lugar. No masculino, os rapazes garantiram a 2ª colocação. O destaque das meninas ficou para Kamilla Miranda, que faturou cinco medalhas de ouro (100m, 200m e 400m rasos e 4x100m e 4x400m). E quem subiu mais vezes no pódio foi Sinval Silva, faturando seis medalhas. Um ouro nos 110m com barreiras, três pratas (400m com barreiras, e revezamentos 4x100m e 4x400m) e dois bronzes (salto com vara e salto em distância).

A equipe de taekwondo da Ponte Preta também subiu ao pódio. Com os resultados individuais, o masculino ficou em 1º lugar e o feminino garantiu a 2ª colocação. A estrela da equipe campineira foi Natália Falavigna, que ficou com a medalha de ouro na categoria mais de 67kg. Natália foi campeã do Mundial deste ano, tornando-se a primeira brasileira campeã na história dos mundiais.

O ouro também veio no xadrez masculino e feminino. Na dama, esporte misto e vôlei de praia, Campinas ficou em 3º lugar. “A equipe de dama foi a que mais surpreendeu, pois não estávamos esperando esta colocação, já que é uma equipe nova”, comenta Sergio Luis Giacomello.

Colocação dos municípios:
1- Americana – 264 pontos
2- Campinas – 240 pontos
3- Paulínia – 220 pontos
4- Limeira – 194 pontos
5- Araras – 191 pontos
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PRISÃO DE VENTRE

Por Renata Giovanelli


A dificuldade de evacuar, conhecida como constipação intestinal, ou "prisão de ventre", é a conseqüência da permanência prolongada do conteúdo fecal no intestino, situação que favorece as formações excessivas de gases, que pode levar à dor e maior esforço defecatório, o que pode ocasionar fissuras anais e até hemorróidas.

Essa é a explicação técnica do problema que, de acordo com a Associação Americana de Gastroenterologia, cerca de 20% da população brasileira sofre. Outro dado curioso é que os sintomas da dificuldade de evacuar são três vezes mais freqüentes em mulheres e as causas são as mais diversas, indo desde timidez em usar outro banheiro que não seja o habitual, até influências de algum medicamento, como por exemplo, analgésicos e antidepressivos. Além destes fatores, uma dieta pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos e o não-atendimento à "chamada" da evacuação também podem causar a prisão de ventre.

Doenças

Segundo especialistas, a prisão de ventre é um sintoma de que algo está errado. Ela pode indicar a existência de doenças como o hipotiroidismo, distúrbio no metabolismo de cálcio, intoxicação pelo chumbo, hérnias internas, doença de chagas e até câncer.

Geralmente as pessoas pensam que a constipação intestinal não está ligada a problemas graves de saúde e sim à simples dificuldade de evacuar. Porém, este pode ser o fator inicial de muitos problemas futuros. “As fezes que permanecem no intestino por longos períodos ficam desidratadas, liberando radicais livres, que são como verdadeiras bombas atômicas para o corpo, podendo gerar disfunções sérias”, relata o gastro/proctologista Dr. Marcelo Dionísio Ferreira Rocha.

De acordo com Dr. Rocha, a constipação pode ser classificada em três tipos: a simples, que é clinicamente de curta duração; a crônica, sem causas orgânicas conhecidas, que pode mostrar alterações da motricidade (movimento peristáltico) e a orgânica, que gera uma alteração estrutural. “A prisão de ventre pode ocorrer quando o paciente evacua menos de uma vez a cada três ou quatro dias ou há excessiva dificuldade para defecar, e, nesses casos, a pessoa deve procurar um médico”, alerta.

Tratamento

O especialista também fala sobre o cuidado especial que as pessoas devem ter em relação aos laxantes, principalmente quando usados sem orientação médica. “Esses produtos podem causar danos e terem efeito irritativo sobre a mucosa e o sistema neuromotor do intestino. Além disso, pessoas com alterações cardíacas ou renais podem apresentar piora aguda de suas doenças por perda excessiva de líquidos e minerais eliminados com as fezes, além de provocarem uma piora acentuada da própria constipação, pois eles acabam por inibir os movimentos intestinais”, informa Dr. Marcelo Rocha.

Um estudo feito em 1998 pelo Departamento de Cirurgia Colorretal da Cleveland Clinic Florida, nos Estados Unidos, mostrou que 40% dos pacientes que usaram laxantes três ou mais vezes por semana, durante mais de um ano, apresentaram lesões na anatomia intestinal. Por isso, o especialista afirma que a quantidade recomendada no uso de laxantes (para que não haja futuros danos à saúde) é a menor possível. “A freqüência ideal é o mínimo tempo necessário para regularizar o funcionamento intestinal”, explica Rocha, lembrando que para prevenir a prisão de ventre, as pessoas devem fazer uma reeducação alimentar. “A ingestão de concentrados de fibras e a criação de hábitos para evacuar com regularidade podem ajudar a regularizar o funcionamento do intestino”, garante o médico.

Alimentação e Fibras

Especialistas classificam as fibras de duas maneiras, de acordo com a sua solubilidade. As solúveis, que quando hidratadas formam uma espécie de gel que tem como resultado a diminuição do colesterol, retardo na absorção da glicose e protege contra o câncer de colorretal - estas fibras estão presentes em frutas, verduras, leguminosas (grão-de-bico, soja, lentilha, feijão, ervilha). E as insolúveis, que têm como função aumentar o bolo fecal e diminuir o tempo de trânsito intestinal.

Segundo a nutricionista Cláudia Contin Nakasa, para o bom desempenho do intestino uma dieta rica em fibras com muita ingestão de líquidos é a melhor solução. “A fibra protege nosso organismo de várias patologias, como diabetes mellitus, obesidade, doenças gastrintestinais e cardiovasculares”, ressalta a nutricionista, informando que estas fibras podem ser encontradas no farelo de arroz e trigo, grãos integrais e em verduras.

A recomendação diária da nutricionista é de 20 a 30g de fibras por pessoa (adulto). Porém o consumo deve ser feito de uma forma gradual. “Pessoas que não estão acostumadas com o consumo de fibras, podem apresentar alguns desconfortos como gases, cólicas e desconforto intestinal. As necessidades das quantidades de fibra podem variar de um indivíduo a outro, vai depender do organismo de cada um”, finaliza Cláudia.

Dicas
Oferecidas pela Nutricionista Cláudia Contin Nakasa:

Sempre que consumir fibras, lembre-se de consumir água (de 6 a 8 copos ao dia), para facilitar a hidratação das fibras.
Consuma as frutas com casca e bagaços, pois elas ajudam no bolo fecal
Prefira alimentos integrais aos refinados
Atividade física ajuda a melhorar o movimento intestinal
Evite carne vermelha, açúcar, goiaba, banana maçã, refrigerantes, batata, pão branco, chocolate, chá mate e chá preto, pois eles podem provocar prisão de ventre e dificultar o trabalho intestinal

Fontes: (Colocar naquela caixa vermelhinha)
Dr. Marcelo Dionísio Ferreira Rocha – (19)3235-1745
Cláudia Contin Nakasa - (19)3252-7129 / (19)3295-7315



Tomodati Magazine Edição nº10

COMO MANDA O FIGURINO

Um dos aspectos indispensáveis da cultura japonesa é o uso da boa etiqueta na hora de comer. Conheça alguns dos bons modos que devem fazer parte da sua refeição.

Por Renata Giovanelli

Os japoneses têm suas regras de etiqueta, inclusive no momento da refeição. Para esclarecer as dúvidas dessa cultura milenar, a Tomodati Magazine conversou com a nissei Marilha Elli Maruyama. Com um conhecimento de mais de 30 anos de profissão, Marilha também é tradutora e, desde 2002, dá aulas na Prática de Formação da PUC-Campinas. Abaixo, seguem algumas regras básicas que a professora destaca na entrevista.

Colocando a mesa

Para preparar um jantar tipicamente japonês alguns detalhes importantes devem ser seguidos. Os recipientes (tchawan) têm lugar certo na mesa. À direita do visitante deve ser colocado o tchawan com a sopa, o missô; à esquerda é colocado o recipiente com o arroz, e em frente a este se coloca o aparta talheres, ou hashiok. Além do arroz e do missô, outras três guarnições são servidas e colocadas atrás destes. Se os recipientes tiverem um desenho (de enfeite), eles devem ser arrumados de forma que fiquem de frente para cada pessoa, e não de forma desordenada. “Essa disposição é para não quebrar a harmonia com a natureza. Primeiro deve-se comer com os olhos e por isso a disposição é muito importante”, revela a professora.

O hashi

Há dois tipos de hashi, o de uma ponta (que é o mais comum) e o de duas pontas, uma para comer e outra para pegar as misturas. “O de duas pontas é mais utilizado em grandes festas, com petiscos. Em vez de trocar toda vez o hashi e só virá-lo”, explica Marilha. Uma dica importante é, quando a mesa não tem o hashioki, deve-se utilizar o próprio papel que envolve o hashi para apoiá-lo. Para isso, cada um faz uma dobradura como se fosse um nó e, ao terminar de utilizar o hashi, é só esconder a parte suja no meio do nó. Além disso, o hashi deve ser separado na horizontal e não na vertical, com um movimento suave. "Nunca se deve gesticular com o hashi na mão e muito menos espetá-lo no arroz ou em qualquer outro alimento”, informa Maruyama.

O oshibori

Aquela toalhinha que o garçom traz logo que os clientes chegam, o oshibori, é para limpar as mãos, assim que se sentam à mesa. Segundo a professora, a função do oshibori está ligada somente às mãos. “Como os japoneses não têm o costume de lavar as mãos, o oshibori serve para assepsia, e não para limpar o rosto como muitas pessoas fazem”, conta. Após utilizado, o oshibori deve ser dobrado em quatro e colocado na bandeja novamente para o garçom recolher.

Ordem dos pratos

Ao começar o jantar japonês, Marília afirma que deve-se tomar a sopa (missoshiro) para limpar a garganta e aguçar o paladar de outros pratos. Ao colocar o tchawan de sopa à mesa, a tampa deve estar parcialmente aberta na direção da visita, pois quando ela for levantar a tampa, o aroma irá em sua direção. O missoshiro deve ser levado à boca com as duas mãos. No caso do lamen - que contém ingredientes sólidos, como tofu - os hashis podem auxiliar. Quando terminar a sopa só se deve tampar o recipiente quando ele estiver completamente vazio; caso contrário a pessoa deve deixar a tampa semi-aberta para a direita. “Assim o garçom sabe que há alguma coisa dentro e não corre o risco de derramar”, esclarece Marilha.

Outro detalhe importante é trazer o recipiente até você e não ir até ele. “Com a mão esquerda você pega o recipiente e com a direita você come com o hashi. Quando for um sushi ou sashimi, você traz o recipiente de shoyu ou coloca mão em baixo”, informa.

Barulho

Segundo a professora de cultura japonesa fazer barulho ao tomar sopa, ou ao comer macarrão, não é aconselhado. “Os japoneses têm esse costume porque geralmente os alimentos estão muito quentes e eles fazem barulho para evitarem de queimar a boca. Mas isso não é correto pois o ideal é comer o mais silencioso possível”, garante. Marília também ressalta que um dos grandes segredos dos japoneses para a longevidade está na alimentação e na harmonia que envolve esse momento. “O alimento deve aguçar todos os sentidos, sendo cheiroso, saboroso, colorido, enfim, tudo o que for possível para se apreciar a alimentação”, finaliza.

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Asma Brônquica

Crescente a cada ano, essa doença é grave e atinge toda a população mundial

Por Renata Giovanelli

A asma brônquica é um distúrbio inflamatório crônico dos pulmões caracterizado por chiado, falta de ar, opressão torácica e tosse. Com a estimativa de que 100 milhões de pessoas em todo o mundo sofram com o distúrbio, a asma crônica costuma surgir nos dois primeiros anos de vida, e tem maior incidência em crianças com menos de nove meses. Mas os adultos também podem sofrer do mal e, embora o número de casos aumente no inverno e no início da primavera, não se deve subestimar a probabilidade da doença no verão.

Popularmente conhecida como bronquite, o distúrbio é por vezes uma doença grave e potencialmente fatal. Apesar dos esforços para reduzir a morbidade e a mortalidade associadas à asma, a doença parece estar em ascensão, especialmente entre crianças. Mas embora não haja cura, a asma pode ser controlada, permitindo que a maioria das pessoas leve uma vida produtiva normal.


Além dos hábitos de vida saudável, as pessoas que sofrem desse mal devem evitar ficar expostas aos alergênios. “Geralmente essas pessoas têm alergia à poeira, alguns tipos de perfume, fumaça de cigarro, entre outros, e se forem expostas a eles podem resultar em crises”, informa o pneumologista Dr. Pedro Pires de Campos Neto.

Sintomas

A respiração difícil, tosse persistente, dor no peito, febre, expectoração e sensação de angústia por falta de ar são as principais características. Essa situação pode ser agravada pelos fatores psicológicos. Ou seja, ao iniciar a manifestação de um ataque, a própria ansiedade pode ajudar no desenvolvimento da crise.

Cura

A asma não tem cura. Ou seja, as pessoas suscetíveis mantendo os bons hábitos, podem viver como se não tivessem a doença, mas é preciso tomar cuidado para não ficar exposto e manifestar uma crise. “É como se as bactérias ficassem em estado latente nas vias aéreas do indivíduo. Portanto, o melhor tratamento é a prevenção”, conta Dr. Pedro.
Além de evitar os fatores desencadeantes da asma, a medicação pode ser essencial para controlar a natureza crônica e episódica da asma. “A cada ano surgem novos medicamentos com efeitos colaterais menores, o que ajuda e muito os pacientes. Os remédios servem para que as crises sejam cada vez menores”, diz o pneumologista.

Bronquite Aguda

A bronquite aguda é uma doença respiratória aguda, com tosse intensa e prolongada, que persiste por mais tempo após o desaparecimento dos outros sintomas respiratórios. A doença pode tornar a árvore brônquica mais sensível ao ar frio e a poluentes como a fumaça do cigarro, fazendo com que o indivíduo tenha tosse intensa quando se defronta com tais situações.

Dr. Pedro explica que esta é uma doença que ocorre mais no inverno. Ela é quase sempre causada por viroses que atacam a mucosa (camada interna) dos brônquios, causando a infecção. “Na maioria das vezes, as mesmas viroses que causam resfriados, causam a bronquite aguda”, informa o pneumologista.

A maioria dos casos de bronquite aguda resolve-se por si própria no decorrer de poucos dias ou em uma semana. “O que geralmente se utiliza nesses casos é medicamento para melhorar a tosse e o desconforto respiratório. Também é importante lembrar que a cessação do fumo torna a cura mais rápida”, revela Dr. Pedro Pires de Campos Neto.

Fisioterapia

A fisioterapia respiratória é uma especialidade que atua tanto na prevenção quanto no tratamento das pneumopatias, visando a reabilitação pulmonar em diversas patologias do aparelho respiratório, melhorando a condição física de paciente com asma brônquica, bronquiolite, pneumonia, entre outras.

A técnica é aplicada através de manobras específicas. “Trata-se de uma reeducação respiratória pode ser feita através de exercícios e padrões respiratórios, para assim, prevenir futuras complicações”, informa a fisioterapeuta Paola Bombassaro.

As sessões duram em torno de 30 a 45 minutos uma ou duas vezes por semana, podendo a chegar a mais vezes dependendo do grau da patologia.

Os resultados são imediatos principalmente quando o paciente apresenta muita secreção e/ou siilos (chiado), mas a fisioterapia pode até se tornar constante na vida do paciente crônico. “A fisioterapia respiratória auxilia o tratamento medicamentoso (médico) e pode ser considerada complementar ou alternativo”, diz a fisioterapeuta.

Atividade Física

A doença por si só não impede boas performances. De um modo geral Qualquer atividade física é importante. Entretanto, durante as crises, nenhuma atividade física deve ser praticada.

Os exercícios físicos para os asmáticos, funcionam como remédio tendo como uma de suas características principais o aumento da ventilação nos alvéolos facilitando a passagem do ar mantendo todo a aparelho respiratório em bom estado. “A atividade física é muito importante para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, fortalecendo as vias respiratórias todos, não a penas para as pessoas que tem bronquite, para elas é essencial”, finaliza Dr. Pedro.

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TRADIÇÃO PRESERVADA

Pouca gente sabe, mas nikkeys de Campinas praticam o chamado Sumô de Okinawa, muito diferente da luta tradicional que conhecemos

Por Renata Giovanelli

A origem do sumô confunde-se com a própria origem mitológica do Japão. Os registros indicam que o sumô nasceu há pelo menos dois mil anos atrás. Ainda hoje a prática do sumô conserva e preserva valores e conceitos fundamentais através dos ritos de abertura, apresentação de seus lutadores, simbolismo do sal, da água, dos cumprimentos e reverências, entre outros signos que cercam essa manifestação cultural.

Dois estilos

Existem dois tipos de sumô: o de Okinawa e o tradicional japonês, que é o mais conhecido. Embora ambos utilizem uma arena circular para os combates, há vários aspectos diferentes. O “sumô de Okinawa” exige a utilização de uniformes pelos atletas. “Usamos um kimono que é semelhante ao do judô, ao invés de usar tangas como é no sumô tradicional”, conta o lutador e comerciante, Nivaldo Kinjo, que pratica sumô de Okinawa há 23 anos e hoje também é treinador da equipe de Campinas.

Nivaldo explica que o sumô de Okinawa é considerado um esporte com índice de acidentes baixo perante os outros, principalmente em comparação com o estilo tradicional. “Isso se deve ao local da luta. No nosso estilo a arena onde ocorre a luta é forrada com areia branca, que é mais fofa, amortecendo a queda, diferentemente do sumô tradicional, onde a areia é batida e em um nível mais alto do chão”, informa.

As regras também são diferentes. Vence aquele lutador que conseguir aplicar os golpes e derrubar o oponente de costas dentro do limite da área de luta. Os competidores se seguram simultaneamente em uma faixa que é diferenciada pelas cores vermelha e branca que ficam amarradas na cintura de cada competidor. As cores remetem a bandeira do Japão, que é branca e vermelha.

No Brasil e em Campinas

O sumô chegou ao Brasil com os imigrantes japoneses no início do século 20. O primeiro campeonato do sumô tradicional do Japão foi realizado na colônia de Guatapará, no interior paulista, em 1914. Em 1962, foi criada a Federação Paulista de Sumô, e em 1998, a Confederação Brasileira de Sumô. Em 2000, o Brasil sediou o Campeonato Mundial no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Foi a primeira vez que o torneio foi disputado fora do Japão. O sumô de Okinawa veio junto com os imigrantes dessa ilha japonesa. Ele começou a ser praticado como uma forma de manter a cultura, hábitos, costumes e o convívio com as pessoas da terra natal, mantendo assim a tradição e a memória.

A Associação Okinawa Kenjin de Campinas vem desenvolvendo trabalhos de divulgação do sumô de Okinawa, que é um esporte pouco conhecido, tanto para os descendentes como os não-descendentes. A equipe de Campinas está se preparando para a seletiva que vai ocorrer em setembro, envolvendo todas as associações Okinawa Kenjin do Brasil. A seletiva vai selecionar atletas para participar do mais importante festival de Okinawa no Japão, que é em outubro. No ano passado a equipe de Campinas participou do Campeonato Internacional de Sumô de Okinawa, que foi realizado na Bolívia para comemoração dos 50 anos da colônia okinawana desse país. A equipe trouxe premiações nas oito categorias que participou.

Hoje a equipe é formada por 60% de jovens. “Os ensinamentos começam aos 12 anos de idade, com as técnicas, regras, aplicações dos golpes e a prática”, finaliza o professor.

Serviço

Sumô de Okinawa
Todo domingo, às 16h, no Okinawa
Informações: (19) 3242-9022