Rumo aos Abertos do Interior de Botucatu
Pelo quinto ano consecutivo, Campinas é vice no 49º Jogos Regionais, em Araras
Por Renata Giovanelli
A equipe de Campinas conquistou o segundo lugar no 49º Jogos Regionais, realizado na cidade de Araras, entre os dias 04 a 17 de julho. O primeiro lugar ficou com a cidade de Americana pela diferença de apenas 16 pontos (266 a 240). A 3ª colocada foi Paulínia, com 220 pontos. Os dois primeiros lugares de cada modalidade estão automaticamente classificados para os Jogos Abertos do Interior de Botucatu, que será realizado em outubro. Com isso, a campanha da delegação campineira nos Regionais fez com que 17 equipes garantissem vaga para os Jogos de Botucatu. “Já esperávamos uma boa colocação nos Regionais. Nossa expectativa agora é estar entre as 20 primeiras colocações”, conta o assistente de chefia da delegação campineira, Sergio Luis Giacomello.
Nikkeys
Os representantes nikkeys também deixaram sua marca nos Jogos Regionais. O destaque principal ficou com a bicampeã paraolímpica Fabiana Sugimori, da equipe Tênis Clube/Loterias/Caixa/Medley/Speedo, que conquistou ouro nas duas categorias que participou (50m e 100m livres). “As duas provas foram tranqüilas”, disse Fabiana, em entrevista para a Tomodati Magazine. A nikkey, que está se preparando para os Jogos Pan-Americanos de Cegos - que será realizado em setembro na cidade de São Paulo - vem treinando em ritmo acelerado para buscar mais uma conquista. “Estou classificada para os Jogos Abertos de Botucatu, mas não sei se poderei participar, por conta de outros campeonatos que irei disputar e dos meus treinos focados no Pan-Americano dos cegos”, confessa. Desde 2000 quando participou pela primeira vez dos Regionais, Fabiana Sugimori sempre conquistou o espaço mais alto do pódio.
Outros nomes nikkeys apareceram na lista dos atletas que representaram Campinas nos Jogos. Na natação, Denise Miwa Kijamra ficou com o oitavo lugar na prova dos 100m borboleta e Mariana Murayama do judô conseguiu a quinta colocação na categoria médio (70Kg). Além disso, os nadadores paraolímpicos de Campinas mantiveram a hegemonia e garantiram nove medalhas de ouro. A deficiente física Caroline Wernek e o atleta cego André Meneghetti, da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), por exemplo, conquistaram três ouros (50m e 100m livres e 50m costas, respectivamente).
Coletivos e Individuais
No futebol, os rapazes e as meninas do Guarani garantiram o título nas categorias masculino Sub-21 e feminino livre (sem limite de idade). O ouro também veio para os jogadores da Wizard/Campinas e as garotas do vôlei, ambos na categoria livre. Já o basquete feminino (Seleção Campineira) e o masculino (Regatas) perderam na final e ficaram com a prata. Quem também ficou com a 2ª colocação foram os atletas bugrinos do futsal.
Nos esportes individuais, a equipe do Regatas na ginástica rítmica desportiva (GRD) e olímpica (GO) abocanharam o ouro. A equipe feminina de atletismo da Orcampi/Unimed confirmou o favoritismo e ficou em 1º lugar. No masculino, os rapazes garantiram a 2ª colocação. O destaque das meninas ficou para Kamilla Miranda, que faturou cinco medalhas de ouro (100m, 200m e 400m rasos e 4x100m e 4x400m). E quem subiu mais vezes no pódio foi Sinval Silva, faturando seis medalhas. Um ouro nos 110m com barreiras, três pratas (400m com barreiras, e revezamentos 4x100m e 4x400m) e dois bronzes (salto com vara e salto em distância).
A equipe de taekwondo da Ponte Preta também subiu ao pódio. Com os resultados individuais, o masculino ficou em 1º lugar e o feminino garantiu a 2ª colocação. A estrela da equipe campineira foi Natália Falavigna, que ficou com a medalha de ouro na categoria mais de 67kg. Natália foi campeã do Mundial deste ano, tornando-se a primeira brasileira campeã na história dos mundiais.
O ouro também veio no xadrez masculino e feminino. Na dama, esporte misto e vôlei de praia, Campinas ficou em 3º lugar. “A equipe de dama foi a que mais surpreendeu, pois não estávamos esperando esta colocação, já que é uma equipe nova”, comenta Sergio Luis Giacomello.
Colocação dos municípios:
1- Americana – 264 pontos
2- Campinas – 240 pontos
3- Paulínia – 220 pontos
4- Limeira – 194 pontos
5- Araras – 191 pontos
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PRISÃO DE VENTRE
Por Renata Giovanelli
A dificuldade de evacuar, conhecida como constipação intestinal, ou "prisão de ventre", é a conseqüência da permanência prolongada do conteúdo fecal no intestino, situação que favorece as formações excessivas de gases, que pode levar à dor e maior esforço defecatório, o que pode ocasionar fissuras anais e até hemorróidas.
Essa é a explicação técnica do problema que, de acordo com a Associação Americana de Gastroenterologia, cerca de 20% da população brasileira sofre. Outro dado curioso é que os sintomas da dificuldade de evacuar são três vezes mais freqüentes em mulheres e as causas são as mais diversas, indo desde timidez em usar outro banheiro que não seja o habitual, até influências de algum medicamento, como por exemplo, analgésicos e antidepressivos. Além destes fatores, uma dieta pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos e o não-atendimento à "chamada" da evacuação também podem causar a prisão de ventre.
Doenças
Segundo especialistas, a prisão de ventre é um sintoma de que algo está errado. Ela pode indicar a existência de doenças como o hipotiroidismo, distúrbio no metabolismo de cálcio, intoxicação pelo chumbo, hérnias internas, doença de chagas e até câncer.
Geralmente as pessoas pensam que a constipação intestinal não está ligada a problemas graves de saúde e sim à simples dificuldade de evacuar. Porém, este pode ser o fator inicial de muitos problemas futuros. “As fezes que permanecem no intestino por longos períodos ficam desidratadas, liberando radicais livres, que são como verdadeiras bombas atômicas para o corpo, podendo gerar disfunções sérias”, relata o gastro/proctologista Dr. Marcelo Dionísio Ferreira Rocha.
De acordo com Dr. Rocha, a constipação pode ser classificada em três tipos: a simples, que é clinicamente de curta duração; a crônica, sem causas orgânicas conhecidas, que pode mostrar alterações da motricidade (movimento peristáltico) e a orgânica, que gera uma alteração estrutural. “A prisão de ventre pode ocorrer quando o paciente evacua menos de uma vez a cada três ou quatro dias ou há excessiva dificuldade para defecar, e, nesses casos, a pessoa deve procurar um médico”, alerta.
Tratamento
O especialista também fala sobre o cuidado especial que as pessoas devem ter em relação aos laxantes, principalmente quando usados sem orientação médica. “Esses produtos podem causar danos e terem efeito irritativo sobre a mucosa e o sistema neuromotor do intestino. Além disso, pessoas com alterações cardíacas ou renais podem apresentar piora aguda de suas doenças por perda excessiva de líquidos e minerais eliminados com as fezes, além de provocarem uma piora acentuada da própria constipação, pois eles acabam por inibir os movimentos intestinais”, informa Dr. Marcelo Rocha.
Um estudo feito em 1998 pelo Departamento de Cirurgia Colorretal da Cleveland Clinic Florida, nos Estados Unidos, mostrou que 40% dos pacientes que usaram laxantes três ou mais vezes por semana, durante mais de um ano, apresentaram lesões na anatomia intestinal. Por isso, o especialista afirma que a quantidade recomendada no uso de laxantes (para que não haja futuros danos à saúde) é a menor possível. “A freqüência ideal é o mínimo tempo necessário para regularizar o funcionamento intestinal”, explica Rocha, lembrando que para prevenir a prisão de ventre, as pessoas devem fazer uma reeducação alimentar. “A ingestão de concentrados de fibras e a criação de hábitos para evacuar com regularidade podem ajudar a regularizar o funcionamento do intestino”, garante o médico.
Alimentação e Fibras
Especialistas classificam as fibras de duas maneiras, de acordo com a sua solubilidade. As solúveis, que quando hidratadas formam uma espécie de gel que tem como resultado a diminuição do colesterol, retardo na absorção da glicose e protege contra o câncer de colorretal - estas fibras estão presentes em frutas, verduras, leguminosas (grão-de-bico, soja, lentilha, feijão, ervilha). E as insolúveis, que têm como função aumentar o bolo fecal e diminuir o tempo de trânsito intestinal.
Segundo a nutricionista Cláudia Contin Nakasa, para o bom desempenho do intestino uma dieta rica em fibras com muita ingestão de líquidos é a melhor solução. “A fibra protege nosso organismo de várias patologias, como diabetes mellitus, obesidade, doenças gastrintestinais e cardiovasculares”, ressalta a nutricionista, informando que estas fibras podem ser encontradas no farelo de arroz e trigo, grãos integrais e em verduras.
A recomendação diária da nutricionista é de 20 a 30g de fibras por pessoa (adulto). Porém o consumo deve ser feito de uma forma gradual. “Pessoas que não estão acostumadas com o consumo de fibras, podem apresentar alguns desconfortos como gases, cólicas e desconforto intestinal. As necessidades das quantidades de fibra podem variar de um indivíduo a outro, vai depender do organismo de cada um”, finaliza Cláudia.
Dicas
Oferecidas pela Nutricionista Cláudia Contin Nakasa:
Sempre que consumir fibras, lembre-se de consumir água (de 6 a 8 copos ao dia), para facilitar a hidratação das fibras.
Consuma as frutas com casca e bagaços, pois elas ajudam no bolo fecal
Prefira alimentos integrais aos refinados
Atividade física ajuda a melhorar o movimento intestinal
Evite carne vermelha, açúcar, goiaba, banana maçã, refrigerantes, batata, pão branco, chocolate, chá mate e chá preto, pois eles podem provocar prisão de ventre e dificultar o trabalho intestinal
Fontes: (Colocar naquela caixa vermelhinha)
Dr. Marcelo Dionísio Ferreira Rocha – (19)3235-1745
Cláudia Contin Nakasa - (19)3252-7129 / (19)3295-7315
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