Golfe
Um esporte pouco conhecido pela maioria, mas que a cada ano conquista mais adeptos
Por Renata Giovanelli
A origem desse esporte tem várias versões. Uma das mais prováveis é que os escoceses o tenham criado por volta de 1.400 uma vez que foram eles em 1457, a mando do rei James II, a proibir a prática do golfe, por considerá-lo um divertimento que afetava os interesses do país, devido à dedicação e ao tempo que o esporte exigia.
O golfe no Brasil
A chegada do esporte ao Brasil ocorreu de forma curiosa. No final do século XIX, engenheiros ingleses e escoceses que construíam a Estrada de Ferro São Paulo – Jundiaí, a São Paulo Railway, convenceram monges beneditinos a ceder parte do terreno do Mosteiro de São Bento para a construção do primeiro campo de golfe do país, na região atualmente situada entre a Estação da Luz e o rio Tietê.
A expansão da cidade em direção ao rio obrigou a transferência do campo que foi estabelecido definitivamente em 1915, na região de Santo Amaro, com o nome de São Paulo Golf Club.
Em Campinas o esporte chegou em 1958, com a fundação do Clube de Golfe de Campinas. De lá para cá, ao longo destas quatro décadas, os brasileiros começaram a conhecer melhor o golfe e se interessar pela prática.
Segundo a Confederação Brasileira de Golfe (CBG), o golfe nunca esteve melhor. Hoje são 20 mil golfistas, sendo que em 2000, eram cinco mil em todo o País. No Estado de São Paulo são 10 mil praticantes, 6.500 só na Capital. Existem ainda 105 campos de golfe no Brasil, 77 filiados e o restante particular ou de condomínio. “A tendência para este ano é de um crescimento de cerca de 12% em número de novos jogadores”, diz o presidente da CBG em entrevista a Tomodati Magazine, Álvaro Almeida.
Além dos campeonatos tradicionais como o Campeonato Amador de Golfe do Brasil que é um dos mais disputados eventos do esporte no país, a CBG está na 2ª edição do circuito “Conheça o Brasil Jogando Golfe”. “E para o próximo ano está sendo preparado o 1o. Congresso do Golfe Brasileiro, que contará, em seu encerramento, com uma grande publicação tanto com as conclusões do Congresso, como com um anuário de 2005”, acrescenta Álvaro.
A paixão pelo esporte
O jogador profissional Leonardo Sacramento Yoshikawa de 26 anos, começou a praticar o esporte quando criança. Hoje é um dos poucos profissionais do Brasil autorizados a dar aula de golfe com grau superior.
O atleta conta que apesar da evolução o esporte ainda não está 100%. “No Brasil temos poucos torneios, e aí não temos ritmo de jogo. Os valores dos prêmios são baixos se comparados a outros Paises. Espero que com o crescimento eminente do golfe isso venha a melhorar nos próximos anos”, conta Leonardo.
Para Edson e Dulce Yashikawa, pais de Leonardo, no começo não eram fã do esporte. “Na realidade sempre joguei voleibol e o Edison futebol. Sempre pensamos que golfe era para velhos e queríamos praticar esporte para jovens e hoje nossa família vive para o golfe como esporte, o que nos deixa muito unidos”, finaliza Dulce.
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Menopausa japonesa
Orientais sofrem menos com os efeitos do climatério dos que as mulheres ocidentais
Por Renata Giovanelli
Quando a palavra menopausa é citada, logo é associada à idéia de ondas de calor e outros sintomas debilitantes, como se fossemos perder o viço e a feminilidade pelo simples fato de não menstruar mais.
Em algumas sociedades a juventude e a fertilidade são mais valorizadas e quando a mulher entra na menopausa passa a se sentir vazia e improdutiva, por isso a menopausa representa o medo de envelhecer e a sensação de inutilidade.
O que é
Menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre a última menstruação. A fase que segue depois da menopausa é chamada de pós-menopausa. Já o climatério é o período de tempo em que a mulher passa pela transição da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério. No climatério, há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.
Os sintomas mais comuns do climatério são: ondas de calor (fogachos), principalmente no colo e no rosto; suor noturno; secura vaginal; diminuição da libido; variação de humor; intolerância; ansiedade e depressão. “Todas as mulheres passam por esta fase, assim como passaram pela adolescência. O que varia é a intensidade dos sintomas em cada uma delas”, diz o médico ginecologista Dr. Roberto César Forte.
Nas orientais
Esses sintomas acometem aproximadamente 80% das mulheres ocidentais, enquanto que nas orientais fica por volta dos 20%. “O que explica essa diferença são os fatores culturais e ambientais como, por exemplo, alimentação a base de soja explica parte dessa ausência de sintomas assim como as estatísticas em que as japonesas aparecem com risco de desenvolver câncer de mama quatro vezes menor ao das mulheres ocidentais”, revela Dr. Roberto.
Segundo pesquisadoras canadenses que fizeram uma pesquisa entre 1983 e 1984 e entrevistaram mais de 1.400 mulheres, apenas 15% das japonesas registram algum tipo de desconforto com essa fase de transição. Elas observaram, por exemplo, de que a experiência melhor ou pior dessa fase da vida depende, e muito, da personalidade de cada uma e seu estado de espírito. Mas as características da cultura japonesa exercem uma grande influência sobre a vivência que suas mulheres têm do konenki shogai, o termo usado no país para menopausa. A experiência de sintomas é tão baixa que a maioria das japonesas não distingue entre os efeitos característicos do konenki shogai, como dores de cabeça e nas juntas, inchaço dos ombros e zumbido no ouvido, de outros típicos do envelhecimento como a perda da visão e o embranquecimento dos cabelos.
Quando acontece
Embora a faixa de idade varie de acordo com as características de cada mulher, segundo o médico ginecologista a menopausa natural ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos e apenas é estabelecida quando a mulher deixa de mestruar durante um período contínuo de um ano. “Fatores como o stress, a depressão, a exposição a certos produtos tóxicos como cigarros e álcool podem antecipar a chegada da menopausa”, informa Dr. Roberto.
Os desconfortos da menopausa são causados pelos esforços que o organismo faz para se adaptar às oscilações dos níveis hormonais que, muitas vezes, são fortemente acentuados pelo estilo de vida e alimentação das pessoas. “Um tratamento eficaz para minimizar a maioria dos sintomas da menopausa é a soja que é rica em fitoestrogênios, substância presente em outros vegetais, com ação igual ao estrogênio”, revela o médico.
O tratamento
O tratamento do climatério não é obrigatório, mas sim uma opção. “O tratamento depende de cada paciente e de como ela está se sentindo, já que umas sofrem mais do que outras, por isso tem que ser individualizado” finaliza Dr. Roberto.
Curiosidade - no Japão não existe uma palavra para designar as ondas de calor, popularmente chamadas no Ocidente de fogachos.
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Cultura através da culinária
O empresário e culinarista Roberto Moriya trás novo conceito para culinária oriental
Por Renata Giovanelli
Ao longo de seus 50 anos, Roberto Moriya desenvolveu um hobby: a culinária japonesa. Há anos o empresário vem se aperfeiçoando, participando de cursos avançados e praticando os conhecimentos em seus restaurantes, o Yaki-Ten e a Yakisoba-Ya.
Hoje, como empresário do segmento de culinária oriental, decidiu ministrar cursos envolvendo a cultura japonesa para difundir seus conhecimentos, não só entre a comunidade nikkey, mas também entre os não descendentes, visando à popularização da culinária. “Quero passar para as pessoas o conhecimento que adquiri, é e claro aprender cada vez mais através delas”, afirma Moriya.
O seu objetivo é preservar a cultura nipônica em uma atmosfera oriental e ao mesmo tempo contemporânea. Para a viabilizar e realizar o seu sonho, Roberto conta com o apoio da Indústria Agrícola Tozan LTDA, Bom Peixe e Fênix distribuidora de produtos orientais.
O curso
O curso básico de sushi e sashimi teve inicio em dezembro de 2004 e já contou com a participação de mais de 200 pessoas. “O curso é para os amantes de culinária, por isso temos um publico bem misto, que vai dos 20 aos 50 anos de idade”, revela Moriya.
Além do curso, desde julho Roberto vem ensinando receitas através do programa de televisão que vai ao ar todo sábado na Rede Família. “Como o tempo é curto, o programa é bem compacto e nele ensino o publico a fazer receitas rápidas, diferente das aulas no restaurante que visa ensinar o cuidado na hora de escolher os alimentos, o modo de preparo do prato é por ultimo como deve servir, já que a apresentação é muito importante”, informa.
Quem quiser participar da gravação é só entrar no site www.yaki-ten.com.br e se cadastrar. Os convidados além de aprender poderão degustar o prato ao final do programa.
A idéia do curso de culinária começou com a vontade do culinarista, Roberto Moriya em quebrar o estigma de que “comida japonesa é comida crua”. “Com ele posso mostrar a minha cultura oriental e ensinar que temos uma variedade muito grande de pratos quentes e frios”, diz.
Visando a ampliação do curso, Roberto está desenvolvendo no restaurante e eventos Yaki-Ten, uma cozinha experimental, onde ensinara pratos quentes além do tradicional sushi e sashimi e com esse espaço cada aluno poderá desenvolver e inovar a cada receita dada.
Os restaurantes
Tendo sempre grande preocupação com a higiene e a qualidade dos alimentos, o Yaki-Ten procura utilizar alimentos naturais e com menos produtos químicos. O Yakisoba-Ya também apresenta esse diferencial. “Nosso organismo sofre muito com a poluição, o stress, a correria. Os alimentos devem ser uma fonte de energia saudável ao nosso corpo, e o investimento pode ser feito em cima dos produtos orgânicos, como um presente para nós mesmos”, afirma Moryia.
Esse tipo de cuidado fez com que um grupo de alunos do curso de Engenharia de Alimentos da Unicamp estudasse o funcionamento do Yaki-Ten. O trabalho fala sobre a preparação dos pratos e os cuidados desde a escolha dos alimentos, o que garante uma alimentação mais equilibrada e saudável, além dos benefícios para o organismo humano. A escolha emocionou o proprietário. “A tese é o reconhecimento que obtive depois de tanta dedicação ao trabalho que venho realizando. Estou muito feliz e agradeço a oportunidade de poder falar sobre a importância de uma alimentação saudável”, conta. “Esse restaurante é a realização de um sonho e as coisas têm dado muito certo e tenho como base um tripé, o restaurante, os eventos que organizamos e por fim o curso, os três são a base desse sucesso”, comemora Moriya.
Serviço:
Restaurante Yaki-Ten
Rua Professor Atílio Martini (1ª direita após o Mc Donalds), nº192, Barão Geraldo, Campinas.
Mais Informações: (19) 3289-5122.
www.yaki-ten.com.br
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