CUIDANDO DOS PÉS E DAS MÃOS
Por Renata Giovanelli
Cuidar dos pés e das mãos deve ser um hábito exercido durante o ano todo. Esfoliação, creme hidratante e filtro solar não devem ser atividades feitas somente na época do verão. Pelo contrário, com a entrada do outono e a aproximação do inverno, as mãos e os pés devem receber uma atenção especial.
Embora pouco apreciados por alguns, os pés são de grande importância para o corpo. Além de responsáveis pelo nosso caminhar, são a base de nossa estrutura física e emocional. Pés doloridos e mal cuidados prejudicam o desempenho profissional e intelectual.
Para a medicina oriental, o pé e a mão são as áreas de terminação dos feixes de energia que passam por todos os órgãos do corpo. A reflexologia (estudo que trata dos pés e mãos) usa esses pontos principalmente para prevenção de doenças, além do relaxamento e equilíbrio do corpo.
A higienização também faz parte dos cuidados a serem tomados, uma vez que ambos, sapatos e pés, periodicamente, devem ser bem inspecionados. Segundo a podóloga Aida Lucila Placer, para um maior conforto dos pés, as unhas devem ser aparadas de maneira reta, com cortadores especialmente desenhados para tal, e deixando-as levemente maiores que as pontas dos dedos. “Assim não vai ter problema de unha encravada, o que é muito comum principalmente no inverno, devido ao uso constante de sapatos fechados”, afirma.
Os pés transpiram cerca de 20 gramas por dia, para evitar a propagação de fungos e bactérias. Após a higiene diária é importante dar atenção à secagem, principalmente entre os dedos, para evitar micoses e frieiras. Outra medida é mantê-los, sempre que possível, bem arejados.
Sapatos e Saltos
Os sapatos devem ser limpos internamente, com produtos neutros que não provoquem nenhum tipo de irritação. “É bom lembrar que os sapatos devem descansar no mínimo 24h antes de serem usados novamente. Esta prática permite que os sapatos respirem e sequem devidamente, evitando maus odores e conservando-os por mais tempo”, informa Aida.
A podóloga informa ainda que sapatos inadequados são responsáveis por 90% das doenças dos pés, como calos, joanetes, unhas encravadas e até problemas na postura. Ter em mente este fato na hora da compra significa prevenir o incômodo de pisar sentido dor. “Usar sapatos de bico arredondado, saltos de 4cm de altura e de couro são características básicas de um sapato “saudável”. Optar por meias de algodão e atoalhadas para proteger a pele e manter os pés bem secos também é uma opção”, comenta.
Aida ainda alerta que as pessoas que sofrem de diabetes devem ter um cuidado redobrado com os pés. A doença diminui a sensibilidade na região e dificulta a cicatrização de feridas que podem resultar até mesmo em uma amputação. “Como a pessoa não sente, ela vai cortando as cutículas, acaba tirando bifes e não vê. Isso pode ser muito perigoso, pois o pé inflama e para cicatrizar é um processo muito difícil e demorado”, explica.
Mãos
As mãos podem demonstrar desde falta de cuidado até indícios de idade avançada. Por isso, elas merecem um tratamento especial, já que estão constantemente expostas a fatores de agressão.
No corpo todo, existem glândulas sebáceas que se misturam com o suor e formam uma emulsão de proteção natural, chamada epicutânea. “Essas glândulas se apresentam em número menor nas mãos, por isso a atenção deve ser redobrada”, informa a dermatologista Márcia Mayko Kobayashi.
O principal cuidado é o uso do filtro solar, já que a exposição ao sol provoca manchas e o envelhecimento precoce. “O ideal é usar um filtro com fator de proteção 15 para o dia-a-dia e 30 na prática de esportes ao ar livre”, afirma Márcia. Segundo ela, usar luvas nas tarefas domésticas também ajuda. “As substâncias químicas do detergente e sabonete agridem a pele, prejudicando seu manto hidrolipídico, que é sua proteção natural”, conta.
De acordo com a dermatologista, a cutícula é outro ponto importante que protege a pele da entrada de agentes bactericidas e fúngicos. O ideal é usar óleos e cremes especiais para amolecê-las, e ao fazer as unhas, apenas afastá-las. “A cutícula é a proteção natural do organismo, por isso só se deve retirar o excesso, ou seja, a pele morta”, explica. Márcia também dá a dica sobre os esmaltes. “Não fique com o esmalte vencido. Além de feio, o esmalte que permanece por mais de uma semana provoca ressecamento e descamação. Você pode até ir à manicure toda semana, mas não deve deixar o esmalte por muito tempo, isso acaba com a beleza da unha”, finaliza.
Que esmalte eu passo?
Por Renata Giovanelli
Assim como as roupas, os esmaltes seguem as cores ditadas pela moda. A cada estação surge uma coleção nova para acompanhar a produção e o estilo de cada um. As cores quentes e intensas vão dividir espaço com tons mais clássicos e delicados. Segundo a manicure e pedicure Simoni Estavas, do Seiryu Hair Make-up, as cores que predominam no outono/inverno são os tons mais escuros, mais sérios. “Geralmente as clientes passam a usar os tons de marrom, vinho e café, mas acho que o rosa antigo e os tons de bege também vão fazer sucesso nesta estação”, arrisca.
Alguns detalhes na hora de fazer os pés e as mãos podem fazer a diferença. No Seiryu Hair Make-up, as pedicures e manicures sempre fazem uma esfoliação e hidratação. “Fazemos uma esfoliação, massagem relaxante e hidratação. Isso relaxa a cliente e o trabalho fica bonito por inteiro”, conclui.
KAMPAI !
Famoso pelo sabor leve e a tradição de ser a bebida oficialmente japonesa, o saquê invadiu bares e restaurantes da região.
Por Renata Giovanelli
Diz a lenda que a fermentação da bebida foi descoberta por acaso. Quando um japonês esqueceu de tampar o tacho de arroz que cozinhara, o arroz acabou mofando. Só depois de alguns dias ele notou que havia ocorrido uma fermentação e o arroz então, transformara-se em uma deliciosa bebida. A falha deste cidadão acabou se transformando em um método de fermentação e os produtores descobriram que o fungo que mofara o arroz era o responsável pela transformação do amido em glicose e fermento. Logo, o fungo ganhou nome “kamutachi” e não demorou muito para que os produtores divulgassem que a bebida era “produzida pelos deuses”.
Em meados do século 5 a.C., no período Nara, “comia-se” o saquê em uma tigela, como um mingau. O arroz era mastigado para fermentar com a saliva e depois cuspido em tachos para iniciar o preparo da bebida. Esse método era chamado de “Kuchikami no saquê”, ou saquê mastigado na boca. Já na província de Hokkaido e em áreas rurais de Okinawa, os fãs da bebida encontraram outras maneiras de “purificar” esse processo, determinando que apenas as jovens mulheres virgens poderiam mastigar o arroz, pois elas eram consideradas representantes dos deuses aqui na terra. Não demorou e a bebida produzida por elas foi batizada de “bijinshu”, que significa “saquê de mulher bonita”.
Até o século XIX o saquê ainda era produzido artesanalmente. Atualmente os grandes fabricantes utilizam métodos industriais e bebida é feita em grande escala. E como os tempos mudam, o “kamutachi” também mudou de nome e hoje é conhecido como “koji”. É ele quem determina o aroma e o gosto do saquê, uma difícil tarefa para os “tojis”, responsáveis pela escolha do fungo que garantirá um sabor ainda mais especial à bebida. O que permanece inabalável, no entanto, é a popularidade do ritual.
Tradição
Beber saquê é um ritual no Japão, e existem várias razões pelas quais a bebida é apreciada, que vão muito além do paladar, sede ou disposição para “encher a cara”. Segundo a tradição, bebe-se saquê para eliminar as preocupações e prolongar a vida. Por causa disso, é de mau gosto chamar de bêbado quem toma saquê de forma exagerada e sai cambaleando de madrugada pelas ruas das cidades japonesas.
Na maioria das ocasiões, o saquê é servido quente em uma temperatura que varia entre 40° e 55° C. Mas ele também pode ser tomado gelado ou misturado a outras bebidas e sucos, originando coquetéis muito interessantes. “Aqui no Brasil ele é servido quente no inverno e gelado no verão e a maneira mais tradicional de servi-lo é em xícaras quadradas de madeira, chamadas “masu”, com uma pitada de sal no canto deste recipiente”, ensina Adauto José Dias, o Maguila, barman do restaurante Daitan.
A tradição manda fazer um brinde, Kampai, esvaziando o copinho num só gole, como sinal de hospitalidade e atenção. Mas rituais à parte, os efeitos “inebriantes” do saquê vão muito além das histórias fantásticas da antiguidade. O saquê é a bebida com mais alta porcentagem de álcool entre os fermentados do mundo. Sem ser diluído, chega à marca de 20% de teor alcoólico, enquanto uma cerveja não passa de 5% e o vinho de 12%. “Mas esta não é uma bebida forte como os destilados; um saquê de boa qualidade possui entre 15% e 17% de teor alcoólico. Ele é envelhecido por seis meses e não deve ser estocado em garrafa por mais de um ano. Depois de aberta, a garrafa deve ser guardada na geladeira e consumida no máximo em duas semanas”, explica Izequiel de Souza Vieira Filho, barman do Yaki-Ten Restaurante & Eventos.
Adaptações
No Brasil, a tradicional bebida japonesa ganhou alguns diferenciais. Ela passou a ser acompanhada de frutas e licores, transformando-se em deliciosos coquetéis. O mais apreciado é a caipirinha de saquê, a saquerinha, como é chamada.
Segundo o barman Antonio Francisco Costa, o “Alemão” do bar Seo Rosa Gramado, o consumo de saquê vem aumentado cada fez mais. “A venda dessa bebida cresceu muito dos últimos cinco anos pra cá. Em uma sexta-feira chego a fazer mais de 200 drinques com saquê”, confessa.
As mulheres são as principais consumidoras das variações da bebida com frutas como: morango, abacaxi, uva, ameixa e melancia. “Cada drinque que criei foi através de testes; um deles é o “Seo Rosa” que vai saquê, suco de laranja, licor de pêssego para adoçar, soda limonada e curaçau blue”, conta Alemão.
Izequiel do Yaki-Ten também criou vários coquetéis com saquê, mas o mais apreciado é o que recebe o nome do restaurante. “Nele vai saquê, kiwi, abacaxi, açúcar e gelo”, diz.
Apesar de os freqüentadores do Daitan consumirem mais o saquê puro, Maguila não deixa sua criatividade de lado. “Temos o Frozen Saquê, que é uma dose de saquê, suco de limão, açúcar, cointreau (licor de laranja) e gelo, bate do liquidificador até dar o ponto e para servir coloca-se curaçau blue em cima”, finaliza.
Serviço: Restaurante Daitan:
Rua Maria Monteiro, 321, Cambuí. Tel: (19) 3251-3600
Seo Rosa Gramado:
Alameda dos Vidoeiros, 455, Gramado. Tel: (19) 3253-1841
Yaki-Ten Restaurante & Eventos:
Av. Prof. Atílio Martini, 192, Barão Geraldo. Tel: (19)3289-5122
SUB-20 JAPONESA VISITA O BRASIL
Em visita ao país pela primeira vez, a seleção nikkey fez amistosos contra times brasileiros
Por Renata Giovanelli
Como parte da preparação para o Campeonato Mundial Sub-20, que será disputado no próximo mês de junho, na Holanda, a seleção japonesa da categoria veio para o Brasil pra disputar uma série de amistosos contra equipes paulistas.
No dia 26 de março a equipe nipônica esteve em Campinas para enfrentar o time B da Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, como preliminar da partida entre a Macaca e o Mogi Mirim, pela 15ª rodada do Campeonato Paulista.
Este foi o quarto dos seis amistosos disputados pela seleção Sub-20 do Japão em solo brasileiro. No dia 23 de março, data da primeira partida da série, a seleção japonesa perdeu para o São Caetano por 2 a 1. No dia seguinte, foi à vez do Nacional, onde venceu por 4 a 2. Na sexta-feira, dia 25 de março, o time nissei perdeu de 4 a 1 para o Palmeiras B.
Em Campinas, a seleção japonesa foi recepcionada pelo presidente da Associação Okinawa Kenjin, Paulo Oya, e pelo presidente do Instituto Cultural Nipo-Brasileiro, Tadayoshi Hanada. O evento contou com a torcida pequena, mas bastante animada, da colônia japonesa que foi prestigiar o time.
Apesar da derrota por 6 a 4 contra a Ponte, a seleção japonesa apresentou motivação e persistência durante a partida. “Independente do resultado, deu para aprender muito em relação à técnica e à agilidade dos jogadores brasileiros”, disse Keisuke Honda, jogador do Nagoya Gramps, em entrevista à Tomodati Magazine.
Depois de enfrentar a Ponte Preta B em Campinas, no sábado, a delegação viajou para Araras onde enfrentou o União São João no domingo, dia 27 de março, e empatou em 1 a 1. A turnê foi finalizada contra o Corinthians B, na segunda-feira (28/03), com outro empate.
De acordo com os organizadores desta excursão ao Brasil, a escolha do país foi tomada principalmente pela tradição no futebol e também pela ida de atletas brasileiros para equipes nipônicas. “Com essas partidas contra times brasileiros os jogadores puderam fazer um intercâmbio de experiências”, explica Atsushi Nomiyama, Chefe da Delegação.
Formada por jogadores nascidos em 1985 e 1986 a seleção japonesa tem tudo para brilhar no mundial, principalmente porque mostra que está pronta para competir. Vale ressaltar que o time japonês é formado em sua maioria por atletas que estão disputando a J-League em equipes principais, e que a seleção só pôde estar esta semana no Brasil pelo fato do Campeonato Japonês estar parado para os jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo. Um dos destaques do time é o atacante Morimoto de apenas 16 anos.
Sem Passeio
Com a agenda lotada a delegação japonesa não teve a oportunidade de conhecer o Brasil. A seleção chegou no dia 22 de março, numa terça-feira, e não perdeu tempo, já realizou o seu primeiro treinamento.
Apesar do pouco tempo livre, alguns jogadores conheceram um pouco do estado de São Paulo. “Deu para conhecer um pouco da cidade de São Paulo, e o interior, ou melhor, onde a gente jogou”, brincou Takuya Kokeguchi, do Cereso Osaka.Indagados sobre o que mais gostaram no Brasil, os jogadores não tiveram dúvida: o sabor das bananas e, é claro, a beleza das mulheres brasileiras. “As brasileiras são muito bonitas, têm coração grande e sangue quente”, comenta o atleta Keisuke Honda.
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