Thursday, October 27, 2005

Tomodati Magazine Edição nº05

BEISEBOL MADE IN BRASIL

Seleção brasileira termina em quinto lugar no pré-Mundial

Por Renata Giovanelli

O beisebol brasileiro está começando a colher os frutos de um trabalho que vem sendo realizando desde meados de 1980. Os resultados são as excelentes colocações que a seleção brasileira tem conseguido em competições como os Jogos Panamericanos (5º lugar) e a Copa do Mundo de Beisebol (7º lugar).

Apesar da definição de seis vagas a serem distribuídas para os melhores colocados neste Pré-Mundial, o Brasil, que terminou na quinta colocação, não está garantido na disputa da Copa do Mundo de 2005. Os critérios podem ser mudados, reduzindo o número de times do continente americano. A justificativa é o número pequeno de participantes. “Infelizmente ainda não podemos comemorar a conquista da vaga", declara Jorge Otsuka, presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), em entrevista à Tomodati Magazine. A reunião que redefinirá o critério de seleção deverá acontecer ainda no ano de 2004.

Mesmo assim, o arremessador Jean Antonio Tome, de 17 anos, o mais novo jogador a participar do pré-mundial pela seleção, garante que foi um bom resultado e uma ótima experiência para o Brasil. “Acho que foi emocionante e representa um grande passo para a nossa seleção. Estou muito feliz pela oportunidade pois, pela primeira vez, pude defender a equipe adulta” comemora.

Estrutura


Muita gente não sabe, mas os atletas de beisebol brasileiro contam com um dos melhores complexos esportivos do mundo, construído em uma área de 230 mil metros quadrados na cidade de Ibiúna, a 60 km de São Paulo. São quatro campos (três em dimensões oficiais), refeitório, alojamentos, salas de musculação e de treinamento. Os acadêmicos, como são chamados, também têm aulas de inglês e japonês, já visando um futuro intercâmbio com times dos Estados Unidos e Japão.

Hoje no Brasil existem mais de 30 mil praticantes em 120 times que participam de competições oficiais, além das estaduais e regionais. Apesar de ser conhecido como "esporte dos japoneses", cerca de 33% dos jogadores do beisebol brasileiro não são orientais, o que agrada a confederação brasileira. “Isso representa uma vitória no processo de massificação do esporte aqui no Brasil”, finaliza Jorge Otsuka.

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